<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458</id><updated>2012-01-26T10:24:56.022-08:00</updated><category term='nostalgia'/><category term='visitantes'/><category term='fantasmas'/><category term='Biodak'/><category term='apelo'/><category term='dia'/><category term='pai'/><category term='contos'/><category term='pés'/><category term='movimento'/><category term='felicidade'/><category term='rosas'/><category term='cego'/><category term='memórias'/><category term='coadjuvante'/><category term='Deus'/><category term='filha'/><category term='política'/><category term='preito'/><category term='no'/><category term='literatura'/><category term='jogo'/><category term='destino'/><category term='caminhos'/><category term='cristo'/><category term='tristeza'/><category term='obstáculos'/><category term='chuva'/><category term='floresta'/><category term='céu'/><category term='amizade'/><category term='elevador'/><category term='afogados'/><category term='sorriso'/><category term='água'/><category term='triste'/><category term='saudades'/><category term='curvas'/><category term='sequestro'/><category term='rastro'/><category term='terror'/><category term='asas'/><category term='amigos'/><category term='poesia'/><category term='emoções'/><category term='políticos'/><category term='negro'/><category term='pureza'/><category term='viagem'/><category term='sonhos'/><category term='cidade'/><category term='tenho'/><category term='sobras'/><category term='amor'/><category term='orquestra'/><category term='alegria'/><category term='parede'/><category term='crueldade'/><category term='existência'/><category term='igreja'/><category term='impureza'/><category term='homenagem'/><category term='bullying'/><category term='decrescente'/><category term='sábado'/><category term='Música'/><category term='ilusão'/><category term='diversos'/><category term='infância'/><category term='inusitado'/><category term='inundação'/><category term='andar'/><category term='monstros'/><category term='apego'/><category term='desconhecido'/><category term='medo'/><category term='grande'/><category term='medieval'/><category term='secas'/><category term='liberdade'/><category term='palavras'/><title type='text'>O Ilusório</title><subtitle type='html'>Do conhecimento à ilusão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-6460128322600968739</id><published>2012-01-13T03:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T03:53:03.849-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Mundo Escuro</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like font="" href="http://oilusorio.blogspot.com/2012/01/os-contos-de-biodak-mundo-escuro.html" send="true" show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://venicequeenf.deviantart.com/art/Eyesight-To-The-Blind-108117911" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://4.bp.blogspot.com/-S6ac8obIrUA/TxAaB42RI8I/AAAAAAAACc8/6nIpF7Mq7CQ/s320/Mundo+Escuro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Yanna abriu os olhos. Estava tudo embaçado e claro demais. Ouvia risos ao longe, crianças brincando, seu pai martelando alguma coisa lá fora. Tentou se sentar na cama, afastando o cobertor para o lado. Sentia a garganta queimando, e doía ao engolir. A visão continuava turva, mas já conseguia distinguir os móveis espalhados pelo quarto. Uma forte luz entrava pela janela, ofuscando ainda mais tudo ao redor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;As risadas continuavam. Ela se arrastou para o lado da cama e pousou o pé no chão de madeira. Cambaleou até a porta e abriu, sentindo náuseas ao tentar enxergar com mais nitidez. Devia estar muito doente. Andou por um corredor em forma de arco, apoiando-se no tronco da gigantesca sequoia, na qual a casa havia sido construída. Na medida em que avançava, as risadas ficavam mais fortes e visão ia melhorando. Quando percebeu, já estava na cozinha da casa. Vazia. Panelas sujas na pia, restos de comida espalhados na mesa ao centro, água inundando todo o chão. Sentiu os pés queimarem ao tocar a água. Deu um salto para trás.&lt;br /&gt;- Yanna, pegue logo seu prato! - uma voz inconfundível veio do fundo da cozinha. Era sua mãe.&lt;br /&gt;- Mãe? Você está aí?&lt;br /&gt;- Claro que estou! Vamos, pegue o prato antes que esfrie.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;A visão voltou a embaçar. Yanna sentiu fortes dores nas costas. Era como se estacas estivessem perfurando sua pele, só que de dentro pra fora. Suas pernas cederam, e foi ao chão, gemendo de dor.&lt;br /&gt;- Eu... - tentou dizer. - Mãe... A dor...&lt;br /&gt;- Sei, Yanna. A culpa é sua - disse a voz, soltando uma risada quase inaudível. - Eu falei que iria esfriar. Agora seu irmão terá de comer.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Yanna olhou para o lado e viu um garoto se contorcendo no chão, a cabeça batendo repetidamente contra o piso. No mesmo instante o corpo do garoto se incendiou. As risadas se transformaram em gritos e as chamas se alastraram pela cozinha.&lt;br /&gt;- A culpa é sua, toda sua! - a voz da mãe surgia de todos os lados. - Saia daqui, monstro!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Quando o fogo alcançou as mãos de Yanna, tudo se apagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Lentamente Yanna novamente abriu os olhos. Nada de visão turva, enxergava bem a floresta ao seu redor. Estava deitada sobre uma enorme rocha, coberta de grossas raízes. Ao lado corria um rio, indiferente a tudo que se passava. Pensou ter tido um horrível pesadelo, do qual não se lembrava mais. No entanto, o barulho das águas, o canto dos pássaros, as folhas caindo ao seu redor, era tudo tão familiar. Sentia-se em casa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Quis se levantar e ver as correntezas do rio. E foi assim que percebeu. Tentou mover suas mãos, mas no lugar delas encontrou patas com afiadas garras. Olhou para o próprio corpo e sentiu uma dor dilacerar sua garganta. A pele estava coberta de escamas avermelhadas. Seu nariz parecia pegar fogo, e a cada momento sua respiração ofegava mais e mais. Arrastou-se, arranhando as raízes com suas escamas, até chegar à beirada da rocha.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O rio permanecia quase que inerte logo abaixo. E o reflexo na água foi o que mudou tudo. Uma criatura gigantesca encarava Yanna, com suas narinas bufando fumaça. Os olhos eram enormes e amarelados, e a boca entreaberta revelava longas e perigosas presas. Três chifres curvavam-se para trás, fixados no topo da cabeça. A floresta pareceu se calar enquanto Yanna descobria no que havia se transformado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Aos poucos as árvores começaram a se balançar, derrubando boa parte de suas folhas no chão. Logo todo o Oásis de Amdu dançava em reverência à Yanna, a nova Senhora dos Dragões de Amdu, sucessora de Ghiardo e última de sua espécie.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Seus olhos, outrora cegos, agora enxergavam outro mundo, escuro, muito diferente do visto por aquela pequena menina de cabelos loiros. Ela ergueu a cabeça e bateu suas asas, levantando consigo as folhas a sua volta. Alçou voo para acima das copas das árvores, e continuou rasgando os céus, subindo até a floresta se tornar um pequeno ponto no meio do deserto. Observou toda a região ao redor, sem parar de bater as asas. Então algo explodiu em sua garganta, forçando-a soltar uma longa labareda de fogo, incendiando o céu de Amdu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O Oásis havia conseguido. Seu último desejo fora realizado. Yanna traria de volta o terror dos antigos dragões. O reinado dos Grandes Alados estava para recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://venicequeenf.deviantart.com/"&gt;venicequeenf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-6460128322600968739?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/6460128322600968739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=6460128322600968739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6460128322600968739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6460128322600968739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2012/01/os-contos-de-biodak-mundo-escuro.html' title='Os Contos de Biodak - Mundo Escuro'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S6ac8obIrUA/TxAaB42RI8I/AAAAAAAACc8/6nIpF7Mq7CQ/s72-c/Mundo+Escuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-6743581215559823920</id><published>2011-11-01T05:27:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T17:44:13.324-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Protagonistas</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script&gt;(function(d, s, id) {  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];  if (d.getElementById(id)) {return;}  js = d.createElement(s); js.id = id;  js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1&amp;appId=221138261247655";  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="fb-like" data-href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/11/os-protagonistas.html" data-send="true" data-show-faces="true" data-width="450"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6Rlnohxb4v8/Tq_lIl6LTMI/AAAAAAAACcs/LSHbq2g9BY4/s1600/Os+Protagonistas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6Rlnohxb4v8/Tq_lIl6LTMI/AAAAAAAACcs/LSHbq2g9BY4/s320/Os+Protagonistas.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O elevador era pequeno, mais de quatro pessoas causaria certo desconforto. O rapaz se virou e encarou o espelho. Imagem turva, embaçada. Mas os cabelos continuavam ruivos. A porta se abriu num ruído que lembrava a freada de um caminhão. Assustado, fitou o homem loiro que chamara o elevador.&lt;br /&gt;- Desce? - perguntou o loiro.&lt;br /&gt;- É... acho que sim.&lt;br /&gt;Para o ruivo, tudo era real. Ainda não desconfiara da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sarah batia repetidamente a caneta na mesa. O quarto escuro era iluminado apenas pelo rádio relógio, que marcava em vermelho-vivo “01:00 pm”. Tomás dormia tranquilamente na cama ao lado, amarrado por cintas de couro, deitado sobre o lençol branco com peixes azuis.&lt;br /&gt;O barulho da caneta contra a mesa substituía o tique-taque inexistente do relógio na parede, cujo ponteiro dos segundos deslizava sem produzir som. Algo precisava entretê-la enquanto Tomás avançava nos estágios do sono.&lt;br /&gt;Correu os olhos pelo quarto, observando a mobília e os aparelhos médicos, todos assumindo a tonalidade de vermelho emitida pelo rádio relógio. Subiu o olhar para o teto e viu um pequeno ponto azul piscar incessantemente. Levantou-se e analisou a máscara de dormir de Tomás. Bem acima do nariz um LED azul-turqueza piscava, sinalizando que Tomás havia entrado no estágio de sono REM. Sarah esboçou um sorriso ansioso. Agora seria questão de minutos.&lt;br /&gt;Foi até o canto do quarto e ligou a luz escura. O lugar assumiu uma cor roxo-azulada, dando certa visibilidade. Pegou um caderno de atas em cima da cômoda ao lado de Tomás. Sentou-se novamente, caderno aberto, caneta posicionada, ansiedade aumentando.&lt;br /&gt;Tomás começou a mover as mãos, girando ambas lentamente no sentido horário. Os pés, presos ao colchão, se agitaram contra as cintas. Sarah teve de conter o impulso de desamarrá-lo. Algo não estava certo. Era para ser um sonho tranquilo, porém ele começou a se debater como se levasse um tremendo choque.&lt;br /&gt;Sarah olhou aflita para a porta aberta, ninguém no corredor. O corpo de Tomás sacudia de tal maneira a fazer a cama dar pequenos pulos. Se continuasse assim, logo alguém seria alertado pelo barulho. Porém, subitamente, ele parou. Cessou por completo os movimentos, deixando a cabeça recair sobre o travesseiro, encarando Sarah através da máscara de dormir, que agora emitia uma constante luz amarela.&lt;br /&gt;- Tomás? – sussurrou Sarah. – Você está acor...&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Tomás lançou com força a cabeça para frente, aspirando brutalmente o ar pela boca, como quem tivesse passado um longo jejum de oxigênio. Tentou mexer os pés e pulsos sem muito sucesso. Estava ofegante.&lt;br /&gt;- Calma, Tomás – disse Sarah, tentando aparentar serenidade e se preparando para escrever no caderno. Você precisa se acalmar ou vai se esquecer...&lt;br /&gt;- Não foi do jeito que ele disse! &amp;nbsp;– gritou Tomás, ainda respirando com força.&lt;br /&gt;- Fale baixo! – Sarah levantou num pulo, fechando a porta. – Quer que alguém nos escute?&lt;br /&gt;- Tinha água... – Tomás se esforçava para falar. – Muita água... A cidade toda estava inundada! Eu demorei pra cair em mim... Não testei direito!&lt;br /&gt;- É normal. Fazia tempo que você não induzia – Sarah começou a desamarrá-lo. – Talvez a falta de prática tenha feito você sonhar diferente.&lt;br /&gt;- Não... – com as mãos livres, ele desamarrou as pernas e se sentou na cama. – Era pra ser o mesmo sonho. Começou igual. O elevador, o cara loiro... Mas quando chegamos na recepção do prédio, estava tudo inundado!&lt;br /&gt;- Tomás, nós três passamos muito tempo separados. Acho que só o fato de sermos irmãos não seja o suficiente.&lt;br /&gt;- Você me escutou? O início do sonho era totalmente igual! Não tinha como dar errado.&lt;br /&gt;- Então por que deu errado? – ela guardou o caderno e voltou a se sentar.&lt;br /&gt;- Eu não acho que tenha dado errado – sussurrou Tomás, olhando diretamente para a porta, agora fechada. Não havia garantias que o corredor continuava deserto. – Acho que ele mentiu pra gente.&lt;br /&gt;- Você ficou louco, é? Pelo amor de Deus, Tomás! Ele estava morrendo, pra que iria mentir?&lt;br /&gt;- Não sei! – ambos ficaram em silêncio. Nada saíra como o planejado. – Foi o mesmo sonho, juro! Só que acabei descobrindo tarde demais que não era real, e isso fez com que eu me afogasse...&lt;br /&gt;Sarah coçou a cabeça e observou o irmão sobre a cama. E se ele estivesse certo? No fundo sabia que isso era possível. Levantou-se e pegou de novo o caderno.&lt;br /&gt;- Aqui, tome – entregou o caderno à Tomás e começou a retirar seus sapatos. - Vamos descobrir se foi ou não mentira.&lt;br /&gt;- Não, não! - exclamou Tomás, colocando o caderno de lado. - Eu induzo de novo! Não vou deixar você se afogar...&lt;br /&gt;- Tomás, eu não vou me afogar. Saia logo da cama e pegue esse caderno. Você sabe que é quase impossível você induzir duas vezes seguidas o mesmo sonho do Jonas.&lt;br /&gt;Inconformado, ele se arrastou para fora da cama. Pouco tempo depois Sarah estava já atada à cama, com a máscara de dormir envolvendo o rosto. Tomás se sentou e pegou a mão da irmã, apertando com força.&lt;br /&gt;- Não precisa se preocupar comigo... – disse ela, tentando se relaxar. – Eu já disse que não vou me afogar. Isso porque, diferente de você, eu nunca deixei a indução. Pode ficar tranquilo. No início do sonho eu já estarei lúcida.&lt;br /&gt;E o quarto mergulhou em um profundo silêncio. Tomás se preparou para uma longa espera, contudo levou um susto ao olhar para o teto. Uma luz azul piscava repetidamente.&lt;br /&gt;Sarah havia entrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Elevador pequeno. Com mais de quatro pessoas já ficaria desconfortável. A moça não se virou para encarar sua imagem embaçada no espelho. Passou a mão pelos cabeços. Por algum motivo sabia que continuavam ruivos.&lt;br /&gt;A porta se abriu repentinamente. Ela lançou um olhar assustado ao homem loiro que esperava pelo elevador. Ele parecia perdido, deslocado.&lt;br /&gt;- Desce?&lt;br /&gt;- É... acho que sim. - as palavras saíram mecanicamente.&lt;br /&gt;O homem entrou e a porta se fechou atrás dele. Agora era só esperar. O livro estava lá embaixo, em algum lugar.&lt;br /&gt;E o elevador descia levando Sarah. Rumo à cidade inundada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script&gt;(function(d, s, id) {  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];  if (d.getElementById(id)) {return;}  js = d.createElement(s); js.id = id;  js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1&amp;appId=221138261247655";  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="fb-comments" data-href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/11/os-protagonistas.html" data-num-posts="2" data-width="440"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-6743581215559823920?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/6743581215559823920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=6743581215559823920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6743581215559823920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6743581215559823920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/11/os-protagonistas.html' title='Os Protagonistas'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6Rlnohxb4v8/Tq_lIl6LTMI/AAAAAAAACcs/LSHbq2g9BY4/s72-c/Os+Protagonistas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-157151085915318159</id><published>2011-09-23T20:04:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T20:07:19.910-07:00</updated><title type='text'>Desfocado</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script&gt;(function(d, s, id) {  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];  if (d.getElementById(id)) {return;}  js = d.createElement(s); js.id = id;  js.src = "//connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;xfbml=1";  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="fb-like" data-href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/09/quando-olho-para-o-mundo-nao-vejo-as.html" data-send="true" data-show-faces="true" data-width="450"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/54724011@N00/501854119/"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://4.bp.blogspot.com/-9YvTnXlYP-4/Tn1HlvVG2tI/AAAAAAAACRc/xMGMxBFuhz0/s400/ponte+desfocada.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para o mundo, não vejo as mesmas coisas que você vê.&lt;br /&gt;Até a quantidade não é sempre a mesma.&lt;br /&gt;Vejo um mundo diferente, turvo, duplo.&lt;br /&gt;Às vezes embaçado, às vezes desfocado.&lt;br /&gt;Não enxergo como você enxerga.&lt;br /&gt;Seria porque sou sonhador?&lt;br /&gt;Ou mesmo porque penso ser poeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É porque sou estrábico e míope :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/54724011@N00/"&gt;frazerweb&lt;/a&gt;&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script&gt;(function(d, s, id) {  var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];  if (d.getElementById(id)) {return;}  js = d.createElement(s); js.id = id;  js.src = "//connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1";  fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, 'script', 'facebook-jssdk'));&lt;/script&gt;&lt;div class="fb-comments" data-href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/09/quando-olho-para-o-mundo-nao-vejo-as.html" data-num-posts="4" data-width="440"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-157151085915318159?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/157151085915318159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=157151085915318159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/157151085915318159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/157151085915318159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/09/quando-olho-para-o-mundo-nao-vejo-as.html' title='Desfocado'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9YvTnXlYP-4/Tn1HlvVG2tI/AAAAAAAACRc/xMGMxBFuhz0/s72-c/ponte+desfocada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-8743979011982284170</id><published>2011-08-11T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:27:20.739-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='negro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='céu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Céu negro - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like font="" href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/08/ceu-negro.html" send="true" show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-D9SIkiRkXOw/TkPqe6PGxQI/AAAAAAAACRM/Fq3ftPGcnjk/s1600/ceu+negro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-D9SIkiRkXOw/TkPqe6PGxQI/AAAAAAAACRM/Fq3ftPGcnjk/s320/ceu+negro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;Olhei no relógio. 17:30 e ainda ouvia barulho dos alunos nos corredores. Apertei meu celular na palma da mão, como se fosse adiantar alguma coisa. “Pede pro papai vir me buscar”, foi o torpedo que enviei para meu irmão. Ele estava doente, então sem chances de eu conseguir proteção na saída. Corri os olhos através da janela e lá estavam eles, escorados na grade perto da portaria. Diogo também estava no sétimo ano, mas tinha estatura de aluno do Ensino Médio. Seus dois amigos não eram maiores que eu, mas em força com certeza o eram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Eu, sozinho na sala de aula, cruzei os braços para me proteger do frio. Fechei os olhos e tentei me imaginar em casa, deitado na cama debaixo do cobertor, protegido dos moleques da escola. Não funcionou. Abri os olhos e ainda estava na sala, de cara para o quadro negro. Só que agora uma figura baixinha e carrancuda estava ao meu lado, encarando-me por trás dos óculos fundo de garrafa. Era Sônia, a coordenadora, o terror dos alunos do Ensino Fundamental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- O que cê tá fazendo aqui ainda? Todo mundo sabe: professor sai, aluno sai. Regra simples. Pega seu material e vai esperar lá na portaria. Bora, menino!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Catei meus lápis em cima da mesa e joguei dentro da mochila. Pendurei uma alça no ombro e saí da sala. Não falei sobre o Diogo e a surra que eu provavelmente levaria. Isso só agravaria as coisas. Quem sabe, por um milagre, meu pai já não estaria no corredor, andando de um lado para outro, esperando para ir embora. Não estava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Minha sala ficava no fim do corredor do bloco de aulas. Comecei a andar sem pressa, passando lentamente pelas portas abertas, observando as moças da limpeza apagarem as artes feitas pelos estudantes nas carteiras. Eu devia ser o único aluno que ainda estava no Instituto. Era sexta-feira, não haveria educação física e até a academia já tinha fechado. Só restavam alguns adultos, que pouco se importariam comigo, sem contar com Diogo e seus amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Fui subindo as escadas que me levariam à portaria. Fazia um frio sobrenatural, e a grande quantidade de árvores espalhadas pela escola colaboravam para o clima. As escadas ficavam ao ar livre, recebendo apenas uma proteção superior contra a chuva. Encolhi os ombros e continuei subindo, enfrentando a vento que uivava feito lobo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Quando cheguei no nível da portaria, encarei o portão dos alunos aberto e Diogo de costas, rindo, provavelmente contando uma piada racista. Instintivamente dei meia volta e comecei a andar. Não queria apanhar. Minhas costelas latejavam só de pensar no punho do Diogo se enterrando no meu estômago, quebrando qualquer osso pelo caminho. Apertei o passo e resolvi olhar para trás. Eles também olharam. Diogo fechou a cara e deu um tapa nas costas de cada um dos amigos. Vieram atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Corri em direção à biblioteca, na esperança de me esconder até o Instituto fechar. Quem sabe eu não passava a noite por ali? Gelei quando avistei a porta fechada e as luzes apagadas. Rumei pelo pátio, depois subi as escadas para o bloco 400, onde ficavam os laboratórios. Ouvi risadas atrás de mim. Tinha de me esconder. Tropecei no último degrau e deixei a mochila cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Passei por dentro do bloco e abri o portão que dava acesso ao gramado nos fundos do Instituto. Diogo gritou atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- Ô, bichinha! Cê deixou sua bolsa cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Desengonçado, escalei um pequeno barranco e me apoiei num velho jatobá. Parecia que todo oxigênio do mundo havia acabado. Coloquei a mão no peito, ofegando desesperadamente. Diogo passou pelo portão, sem muita pressa, com um sorriso malicioso no rosto. Segurava minha mochila em uma das mãos, balançando de um lado pro outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- Escutou não? - falou. - Sua bolsa caiu no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Jogou com força a mochila em mim. Protegi com um dos braços e agarrei antes que atingisse meu rosto. Os amigos dele ficaram encostados no portão, fazendo o papel de vigias. Diogo foi se aproximando, até ficar a um metro de distância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- E aí, bichinha? Tava macho hoje, falando alto e tudo mais... Aconteceu alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Não consegui responder. O medo, e talvez o frio, me congelaram. Só o que consegui foi erguer o corpo e tentar segurar o choro que estava por vir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- Num vai chorar, né? - disse Diogo, agora se aproximando mais ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Ele me lembrava muito o namorado da minha mãe. Pele branca, cabelo liso e castanho-escuro, penteado de qualquer jeito. A camiseta era bem apertada para mostrar os músculos que fariam um estrago no meu rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;- Agora cê vai aprender a calar essa boca. E também vai aprender que viadinho não fica se mostrando pra ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Diogo levantou o punho no ar. Fechei os olhos e esperei o soco. O que senti foi algo segurando meu pescoço. Será que ele iria me sufocar? Agarraram meus braços e pernas. Abri os olhos, a visão meio turva, e pude enxergar o vulto dos meninos à minha frente, andando de costas, aparentemente apavorados com alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Tentei ver o que me segurava, mas quando dei por mim, estava sendo puxado para baixo. Senti terra entrando pela bermuda, espinhos arranhando minha perna. Novamente fechei os olhos, e fui me deixando ser tragado. Não conseguia respirar. A pressão era imensa, e pensei que seria esmagado a qualquer momento. Foi quando o solo abaixo de mim cedeu. Com um baque surdo, caí em uma superfície lisa e gelada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;Fiquei acordado por alguns segundos antes de apagar. Acima de mim, as estrelas brilhavam fracas, pairando em um céu negro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Ouvi chamarem meu nome. Tolos. Nunca me achariam ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:comments href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/08/ceu-negro.html" num_posts="4" width="440"&gt;&lt;/fb:comments&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-8743979011982284170?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/8743979011982284170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=8743979011982284170&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8743979011982284170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8743979011982284170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/08/ceu-negro.html' title='Céu negro - Parte 1'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-D9SIkiRkXOw/TkPqe6PGxQI/AAAAAAAACRM/Fq3ftPGcnjk/s72-c/ceu+negro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-5280710453460046834</id><published>2011-06-16T17:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:06:21.343-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crueldade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orquestra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bullying'/><title type='text'>Orquestra de pés</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/06/orquestra-de-pes.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1R2vHODbzrE/TfqgQK1OzTI/AAAAAAAACP4/XGqI15R161Y/s1600/Crueldade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-1R2vHODbzrE/TfqgQK1OzTI/AAAAAAAACP4/XGqI15R161Y/s320/Crueldade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos tentam abrir&lt;br /&gt;Inchados, doloridos.&lt;br /&gt;Pés chutam&lt;br /&gt;Esmagam&lt;br /&gt;Pisam.&lt;br /&gt;Uma sinfonia irregular&lt;br /&gt;Que quebra ossos&lt;br /&gt;Quebra óculos.&lt;br /&gt;Sinto sangue nas mãos&lt;br /&gt;Nos pés&lt;br /&gt;Na boca.&lt;br /&gt;Ouço gargalhadas, gritaria&lt;br /&gt;Toca o sino da escola&lt;br /&gt;E finalmente cessa.&lt;br /&gt;A orquestra de pés se afasta&lt;br /&gt;Risos, palmas&lt;br /&gt;Todos de pé&lt;br /&gt;O espetáculo acabou&lt;br /&gt;Próxima sessão:&lt;br /&gt;Amanhã e depois, e depois.&lt;br /&gt;Alguns apelidam:&lt;br /&gt;Billy, Bolly&lt;br /&gt;Bully, Bullying.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chamo pelo nome:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crueldade&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-5280710453460046834?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/5280710453460046834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=5280710453460046834&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/5280710453460046834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/5280710453460046834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/06/orquestra-de-pes.html' title='Orquestra de pés'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1R2vHODbzrE/TfqgQK1OzTI/AAAAAAAACP4/XGqI15R161Y/s72-c/Crueldade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-487343867230841243</id><published>2011-05-31T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:07:39.753-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogo'/><title type='text'>Jogo de palavras</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/jogo-de-palavras.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://kuriru.deviantart.com/art/Writer-s-Block-125735940?q=boost%3Apopular%20writer&amp;amp;qo=33"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-vHVt_MATjW0/TeT9cUSD1YI/AAAAAAAACP0/Ta4RMdX54D0/s320/jogo+de+palavras.png" width="264" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Penso em fazer poesia&lt;/div&gt;Apenas penso e desisto&lt;br /&gt;Pois clichês e pieguices&lt;br /&gt;E sentimentos sem sentido&lt;br /&gt;Enchem meus versos&lt;br /&gt;E destroçam minhas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em fazer poesia&lt;br /&gt;Apenas penso&lt;br /&gt;Pois o que crio é um jogo de palavras&lt;br /&gt;Tosco e redundante&lt;br /&gt;Que de poesia, só tem as rimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://kuriru.deviantart.com/"&gt;Kuriru&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;---&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Depois deste &lt;i&gt;poema&lt;/i&gt; parei de tentar me forçar a escrever. Deixemos a inspiração fluir normalmente. Quero escrever mais do que um simples &lt;i&gt;jogo de palavras &lt;/i&gt;&lt;b&gt;;) &amp;nbsp;&lt;/b&gt;#revoltajapassou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-487343867230841243?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/487343867230841243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=487343867230841243&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/487343867230841243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/487343867230841243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/jogo-de-palavras.html' title='Jogo de palavras'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vHVt_MATjW0/TeT9cUSD1YI/AAAAAAAACP0/Ta4RMdX54D0/s72-c/jogo+de+palavras.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-3744932567144178286</id><published>2011-05-26T05:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:08:15.962-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='elevador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>No elevador</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/no-elevador.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sCJ0KkBeSRw/Td5MzS8ikOI/AAAAAAAACPs/TDWB8RZAEnE/s1600/elevator-original.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-sCJ0KkBeSRw/Td5MzS8ikOI/AAAAAAAACPs/TDWB8RZAEnE/s400/elevator-original.jpg" style="cursor: move;" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Quem conhece o&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Role-playing_game"&gt;RPG&lt;/a&gt;, sabe que uma partida pode gerar situações e histórias muito interessantes. Alguns anos atrás, quando iniciei minha faculdade, fiquei sem tempo de reunir os amigos para jogar. Até porque grande parte do meu antigo grupo se separou, indo cada um para um curso. Demorou pra conseguirmos nos reunir novamente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Enquanto isso, minha vontade de jogar continuava. Nas minhas andanças pelo Google encontrei o portal &lt;a href="http://www.rpgonline.com.br/"&gt;RPG Online&lt;/a&gt;. Através de um programa de bate-papo adaptado, era possível rolar partidas de RPG sem sair de casa. Não seria a mesma coisa, mas quebrava o galho. Procurando salas de jogo, encontrei uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_de_jogo"&gt;Mestre&lt;/a&gt;, a Isis Bianca,&amp;nbsp;interessada em narrar uma história curta, uma espécie de conto, em que cada participante descreveria as ações de seus personagens. Outro jogador e eu fomos escolhidos para a primeira sessão. No bate-papo tínhamos&amp;nbsp;os apelidos de Makal e Kenrious, respectivamente. Escolhemos então os nomes dos nossos personagens (ele descreveria falas e ações do Marcos, e eu as do Nenzi, que agora mudou para Daniel). Todas as descrições do ambiente, e como ele reagia às nossas ações foram descritas pela Isis. Nossa sintonia em criar a história foi enorme, e culminou no conto "&lt;a href="http://www.rpgonline.com.br/contos.asp?id=829"&gt;No elevador&lt;/a&gt;", publicado no portal RPG Online.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O conto abaixo é o mesmo, contando com poucas alterações (como o nome do meu personagem). Espero que gostem ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Um elevador, um prédio de escritórios. Trabalho, problemas, cansaço, tarefas sem fim que parecem tornar qualquer sinal de humanidade tão distante quanto um sonho. E então, um solavanco, e dentro da caixa de metal dois estranhos estão presos. Estranhos? Nem tanto. Já se viram ao certo, mas, na correria, são apenas dois autômatos, dois rostos na multidão. Mas agora não há multidão. As tarefas e a loucura do cotidiano parecem ter parado junto com as engrenagens do maquinário. Talvez constrangimento, talvez nervosismo, mas estão sós, os dois, presos num elevador.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos leva as mãos à cabeça, em um ato de cansaço e desespero. "Não, agora não. Por que isso?". Virou-se, apertando mais algumas vezes o botão que levava ao térreo, sem sucesso. Suspirou e se encostou com desânimo na parede do elevador. Daniel tenta não olhar para o lado. "Logo hoje..." pensa. "Preciso sair daqui". E procura um botão de ajuda no elevador. O botão cede em vão. O elevador não se move. Apenas um som surdo ecoando pelo fosso escuro abaixo e acima. O ar ali é parado, a luz, estéril e fria. No espelho do fundo, como se outros dois estivessem em posição semelhante, em um outro universo improvável.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos diz: - Espero que não tenha muitos compromissos hoje. Algo me diz que isso vai demorar... Ele se senta no chão do elevador, suspirando, desanimado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel olha para o teto procurando algo. Como se quisesse achar uma saída. De soslaio, observa o estranho. "Realmente não posso ficar aqui...", pensa. Respira fundo e encara o sujeito: - Tem um cigarro? - pergunta.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos sorri. - Não fumo camarada... E acho que aqui não seria uma boa ideia. Iriamos morrer sufocados - olha em volta, vendo que a ventilação ali é mínima - Já vi você algumas vezes por aqui... Trabalha em que setor?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel volta a olhar para o teto. - Não trabalho aqui... Tem certeza que não tem um cigarro?&lt;br /&gt;- Só se alguém colocou algum na minha calça... - puxa os bolsos da calça para fora, deixando-os do avesso - Realmente, nada... - suspira.&lt;br /&gt;- Ah...Um bom cigarro nessas horas alivia. É uma pena não fabricarem elevadores para fumantes... "Se eu gritasse, alguém ouviria? Acho que não...", pensa Daniel. Ele se senta e observa o outro, sem desviar o olhar.&lt;br /&gt;- Humm... Acho que venderia, ao menos - diz Marcos. - Não sei qual a graça em fumar. É fedido, faz mal, e te faz gastar grana. Qual a vantagem?&lt;br /&gt;- Não sei... Não fumo. Mas nessas horas, penso em começar.&lt;br /&gt;Marcos ri: - Essa foi ótima... Mas, se não trabalha aqui, o que veio fazer?&lt;br /&gt;- Preciso falar com alguém...&lt;br /&gt;- À trabalho?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;"Ele acertou...", pensa Daniel.  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;No intervalo entre as palavras, o zumbido da luz. Um som antes mal percebido, pode ser quase insuportável agora, se você não puder com o silêncio. Talvez por isso a busca pelas palavras, mesmo que sobre o nada, sobre algo que pode não fazer a diferença. No relógio, mais um minuto passa. Mais um minuto de suas vidas, se esvaindo a cada segundo.  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel diz: - Qual o motivo disso? Dois estranhos em um elevador. A quê isso leva?&lt;br /&gt;- Não sei... - diz Marcos. - Li um livro uma vez em que dois estranhos ficavam presos no elevador. Eles aprendiam lições que mudariam radicalmente a vida dos dois. Bem, não acho que seja igual aqui, mas é interessante a ideia.&lt;br /&gt;- Não penso que você tenha algo a me ensinar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos sorri. - Todos temos cara! Todas as pessoas tem algo para ensinar, e que te faria ficar pensando durante horas... Ou anos...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel se levanta e começa a bater o pé com força no chão. - Isso te ensina algo?&lt;br /&gt;- Sim... Que posso confiar nos fabricantes de elevadores. - Cruza os braços, suspirando outra vez.  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O som retumba no vazio do fosso e o elevador balança, sustentado pelos cabos de aço. Daniel para e olha novamente para o estranho, agora com um sorriso no rosto: - Se morresse, alguém sentiria falta de você?  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E mais um minuto se passa, sem que haja sinal de qualquer mudança, a não ser as que eles puderam causar. Os últimos ecos dos chutes de Daniel ainda se ouvem, fracos. Marcos diz: - Talvez... Mas acho que eu é que mais sentiria falta de mim mesmo. Talvez algum amigo, se é que tenho algum de verdade. Não sei...&lt;br /&gt;- Amigos... Só servem pra nos trair e revelar que amizade não existe. - diz Daniel.&lt;br /&gt;- Humm... Alguma lembrança amarga? - pergunta Marcos, fitando-o com atenção.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel  encosta na parede. - Lembranças? Prefiro não guardar. No espelho, o outro Daniel encosta também. - Afinal, todos morrem, não é mesmo? Pra que guardar lembranças de futuros mortos?  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;No relógio, os segundos piscam implacáveis.  &lt;br /&gt;- Exato, todos morrem. - diz Marcos. - Mas enquanto vivemos, temos nossas lembranças. Elas nos mantem vivos. Como acha que seria se acordasse todo o dia sem lembrança alguma? Imagine levantar de manhã e não saber nada de nada. Nem seu próprio nome, ou de onde veio...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;"Isso não vai me levar a nada... Será que chego a tempo?". Daniel se arrasta na parede até se sentar no chão.&lt;br /&gt;- Na verdade, eu me lembro de algo. Lembro dele ainda vivo... Seu sorriso era o único que conseguia me contagiar. - abaixa a cabeça.&lt;br /&gt;- Um parente? - pergunta Marcos, atento.&lt;br /&gt;- Parente? Não... Acho que nenhum parente teria me feito tão feliz - Daniel  levanta a cabeça. - Sabe, amizades estão fadadas a terminar. Não quero mais iniciar algo com fim pré-determinado. &lt;br /&gt;- Então porque vive, se a vida tem um fim pré-determinado?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;"Acho melhor desistir! Não vão me deixar entrar...", pensa Daniel. - Está dizendo para eu cometer suicídio?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;À luz fria, os dois homens sentados, no chão de uma caixa de metal pendurada no meio de uma construção de aço e concreto. No entanto, estão vivos, e é como se uma fina abertura se abrisse na casca que repousa sobre a realidade, sob a qual todos buscam manter a vida muito bem escondida e... congelada.  &lt;br /&gt;- Só estou dizendo que você está encarando as coisas de modo errado. Não temos que pensar que algo está fadado a terminar. E sim fazer valer enquanto durar. - diz Marcos, e suspira.&lt;br /&gt;- É o que estou tentando - Daniel passa o dedo no chão. Como se desenhasse algo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos se mantem silencioso por um tempo. Então pergunta: - Qual era o nome dele?&lt;br /&gt;- Carlos... Meu melhor... - "Amigo", pensa. Daniel abaixa novamente a cabeça. Algo começa a pingar no chão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcos olha para o teto, como se pudesse ver através dele e admirar o céu e as estrelas. - Valeu a pena? A amizade? - pergunta.&lt;br /&gt;- Naquele tempo sim. Mas agora é inválida - Daniel se levanta de repente. Enxuga os olhos. - Odeio essas ceninhas sentimentais.  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Por fim, um solavanco, e o elevador recomeça a jornada rumo ao seu destino. E qual seria ele? O trabalho, o tédio, o apressado corre-corre, eclipsando a luz das estrelas, e até mesmo a do sol, por trás de coisas inúteis que todos perseguem como moscas? Rumo a amores perdidos, impossíveis, malfadados e improváveis? Ou rumo a um outro elevador, apenas maior, e mais abarrotado?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel se endireita e olha para a porta do elevador. Marcos pergunta: - Mudaria algo? Faria diferente se pudesse voltar atrás? Teria escolhido não tê-lo conhecido? - Agora fitava Daniel, sério, mas atencioso, compreensivo.&lt;br /&gt;- Nunca escolheria algo assim...  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O elevador caminha e os números mudam no mostrador. E mais um minuto. Daniel suspira e olha para o teto. Marcos levanta-se, sorrindo, de um modo satisfeito e amigável. Aproxima-se, ficando de frente para a porta e ao lado de Daniel. Coloca a mão em seu ombro. - Então valeu a pena. São essas lembranças que te fazem humano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Daniel olha para o homem e dá um profundo sorriso. Seus olhos em paz.  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E a porta se abre. Olhares impacientes de outros usuários que esperavam sua vez e um técnico que, ainda abaixado ao lado do painel de controle do elevador, ri nervosamente, mas satisfeito, pois seu trabalho estava concluído.&lt;br /&gt;- Bem vindos de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Isis Bianca, Makal e Kenrious (Alcy Filho)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-3744932567144178286?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/3744932567144178286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=3744932567144178286&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3744932567144178286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3744932567144178286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/no-elevador.html' title='No elevador'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6qJYGL6r4UA/TdFJhcCaleI/AAAAAAAACPM/EeVBOYYNRRw/s1600/out.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-6qJYGL6r4UA/TdFJhcCaleI/AAAAAAAACPM/EeVBOYYNRRw/s320/out.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Composição&lt;/b&gt;: &lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/"&gt;Alcy Filho&lt;/a&gt; e Bruno Moraes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Produção&lt;/b&gt;: &lt;a href="http://fdaproducoesestudio.blogspot.com/"&gt;Fábio Dias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Álbum&lt;/b&gt;: No coração de um amigo (&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000065740632"&gt;Bruno Moraes&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=be7d91d" width="353"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando forças não posso encontrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O coração já não posso escutar&lt;br /&gt;Se os momentos de dor já não posso aguentar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tua mão me levanta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Fortalece minha fé&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Cura minhas feridas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Me faz continuar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só em Ti, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu posso encontrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Esperança na dor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Forças pra caminhar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não me deixe esquecer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Que grandioso Tu És&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eis-me aqui, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quero carregar a minha cruz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Jesus&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado por Tua liberdade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Jesus&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado por Teus livramentos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obrigado, Senhor&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-817080909549677779?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/817080909549677779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=817080909549677779&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/817080909549677779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='asas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='andar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tenho'/><title type='text'>Tenho de andar</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/tenho-de-andar.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bittertaste.deviantart.com/#/d6pr3h"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174706444332900834" src="http://1.bp.blogspot.com/-5kXH9Qzo2do/TdW_dy-w_qI/AAAAAAAACPc/0H200ytaV1Y/s400/anjo+sem+asa.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sempre me atraso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tenho de andar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não possuo asas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E nem saberia usar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Há quem alcance&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Aqueles altos edifícios&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E pule de telhado em telhado&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Coisa que não consigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por isso caminho pelas ruas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Velhas e poeirentas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Subo por elevadores &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E escadas quebradas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Todos de um tempo distante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando ninguém sabia voar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sempre me atraso&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não sei voar&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por isso tenho de andar&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sempre.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://bittertaste.deviantart.com/"&gt;bittertaste&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-7746380618800464842?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/7746380618800464842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=7746380618800464842&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7746380618800464842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7746380618800464842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/tenho-de-andar.html' title='Tenho de andar'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5kXH9Qzo2do/TdW_dy-w_qI/AAAAAAAACPc/0H200ytaV1Y/s72-c/anjo+sem+asa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-1651900818194825802</id><published>2011-05-18T17:02:00.000-07:00</published><updated>2012-01-13T04:00:18.152-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O que é Biodak?</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like font="" href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html" send="true" show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Biodak&lt;/b&gt; surgiu da minha paixão pelo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Role-playing_game"&gt;RPG&lt;/a&gt;. Foi ele o responsável por abrir minha mente, fazendo universos e histórias brotarem na minha imaginação. De todos os mundos, o mais desenvolvido foi Biodak, que na verdade é um continente. Nele vivem criaturas fantásticas, tais como elfos, humanos e anões. A minha influência é clara: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien"&gt;Tolkien&lt;/a&gt;. Mas que escritor de fantasia medieval não é influenciado por ele? Pra falar a verdade, sinto-me honrado quando alguém diz que meus textos lembram os dele. Sempre tento colocar minha personalidade, e um pouco de originalidade na história, mas sei que Tolkien acaba visitando todas elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para contar os inúmeros eventos de Biodak, resolvi começar a série “&lt;b&gt;Os Contos de Biodak&lt;/b&gt;”. Assim, vou apresentando aos poucos os acontecimentos e ambientando os leitores nesse continente que não para de crescer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Então, se você quer conferir desde os primeiros contos que escrevi (alguns só podem ser entendidos se lidos na ordem correta), segue a lista completa:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/07/os-contos-de-biodak-o-ultimo-toque-de.html"&gt;O último toque de Amdu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-torre-de-thur.html"&gt;A Torre de Thur&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-tres-desejos-do.html"&gt;Três desejos do oásis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/12/os-contos-de-biodak-destrocos-e.html"&gt;Destroços e Retalhos - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/os-contos-de-biodak-cinco-criaturas-do.html"&gt;Cinco criaturas do norte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2012/01/os-contos-de-biodak-mundo-escuro.html"&gt;Mundo Escuro&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-1651900818194825802?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/1651900818194825802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=1651900818194825802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1651900818194825802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1651900818194825802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html' title='O que é Biodak?'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-1213661268159208596</id><published>2011-05-14T06:46:00.000-07:00</published><updated>2012-01-13T04:33:45.475-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Cinco criaturas do norte</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like font="" href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/os-contos-de-biodak-cinco-criaturas-do.html" send="true" show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Durante séculos o povo de Hur viveu recluso em seu próprio reino. As terras eram demarcadas ao sul pelas Montanhas Altares, ao oeste pelas Colinas Lunares, ao leste pelas Montanhas Caldir e, por fim, delimitadas ao norte pelo Paredão de Akina.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Somando com a história dos pequenos de Nerdick, e com os humanos em Wadoj, a história dos elfos de Hur é a terceira a tratar de êxodo. Ela conta como eles abandonaram o reino, seguiram a estrada Perk e se tornaram o Povo do Lago. Nesta primeira parte são mostradas as criaturas que causaram a fuga pelas Montanhas Caldir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O rei alisava seu manto de seda tentando se lembrar da última vez que o tinha usado. As assembleias eram raras, assim como as decisões provindas das mesmas. Os representantes de cada distrito se reuniam para, durante dias, tratarem dos problemas do reino.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O assunto em pauta parecia novo e mais polêmico que os anteriores. Nada que por si só chamasse a atenção do rei, que começara a admirar um pássaro construindo um ninho em uma das janelas do salão.&lt;br /&gt;- Vossa Majestade quer dar sua opinião?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;A voz do conselheiro Aldo trouxe o rei de volta a realidade. Dezenas de olhos ansiosos encaravam o herdeiro da coroa, sentado na ponta da mesa bronze.&lt;br /&gt;- Bem, poderiam me colocar a par dos fatos? – perguntou o rei, visivelmente perdido no assunto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os representantes trocaram olhares apreensivos enquanto Aldo fazia um resumo do que havia sido discutido. &lt;br /&gt;- Erani, o representante do distrito de Altar, propôs a exploração da estrada Perk além das Montanhas Caldir.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Um burburinho tomou conta do salão. Erani começou a discutir com alguns representantes que discordavam de sua proposta. O rei entendeu o porquê de tanta polêmica.&lt;br /&gt;- Vejo que o problema que enfrentamos nesta assembleia – começou ele, fazendo o salão se silenciar. – envolve mais que interesses individuais. O que o nosso companheiro de Altar propõe é explorar a estrada Perk, correndo o risco de terminar como nossos antepassados que ousaram transpor aquelas montanhas...&lt;br /&gt;- Vossa Alteza me perdoe, mas tenho que frisar... – de repente Erani parou e percebeu o insulto que cometia ao interromper o líder. Porém o rei não pareceu se importar e acenou para que o representante continuasse. – Recordo-me bem das histórias sobre nossos antepassados que nunca voltaram ao passar pelas Colinas Lunares, ou ao tentar transpor as Montanhas Caldir. Mas os tempos são outros e os perigos que um dia dominaram tais regiões, hoje podem estar extintos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os representantes voltaram à discussão, alguns inconformados, outros a favor de Erani. O falatório foi interrompido por um jovem mensageiro que entrou apressado pelo portal principal. Estava sujo e cansado de uma longa viagem. Passou correndo pelo tapete vermelho que atravessava o grande salão real. A luz do dia começava a abandonar o salão e as sombras das poltronas se alongavam pelo chão de pedra polida.&lt;br /&gt;- Mensagem do Paredão! – gritava o mensageiro, ao chegar perto do rei. – Tenho uma mensagem do Paredão de Akina!&lt;br /&gt;- Tragam água e providenciem hospedagem ao nosso jovem aqui – disse o rei a um grupo de camareiras que assistia a assembleia. – E você, mensageiro, transmita a mensagem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O jovem tomou fôlego e falou pausadamente.&lt;br /&gt;- Os observadores da segunda torre de Akina avistaram uma criatura. Uma grande criatura. Disseram que ela voava sobre as árvores do paredão e, por vezes, descansava nas rochas e observava a torre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O mensageiro parou e tomou a água que a camareira havia buscado.&lt;br /&gt;– E também afirmaram que um incêndio se formou no paredão, exatamente no local onde a criatura sobrevoava.&lt;br /&gt;- Quando tais fatos ocorreram? – perguntou o rei.&lt;br /&gt;- Há duas semanas.&lt;br /&gt;- Duas semanas? – bradou o rei, espantado. – São três dias a cavalo da segunda torre até aqui! Por que demorou duas semanas para transmitir a mensagem?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Trêmulo, o jovem tomou outro gole d’água.&lt;br /&gt;- O problema é que essa criatura foi embora logo após o incêndio e não se mostrou durante uma semana. Porém, após este prazo, ela voltou a ser avistada e acompanhada de mais quatro dela. No dia seguinte fui enviado a cada distrito, levando a mensagem da criatura e alertando para a evacuação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Um novo pesar caiu sobre os olhos do rei. Percebeu que algo maior residia na mensagem do jovem.&lt;br /&gt;- Evacuação? – perguntou ele, com a voz embargada. – Tem certeza que a ordem que lhe deram em Akina foi de evacuação?&lt;br /&gt;- Sim, Alteza. – o jovem parou de novo. Fazia um tremendo esforço para transmitir aquelas palavras. – Quando a mensagem me foi passada, o distrito de Akina reunia exércitos para enfrentar as cinco criaturas, que voavam para a cidade queimando tudo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s1600/separador.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="16" src="http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://treijim.deviantart.com/art/The-Dragon-34753674?q=boost%3Apopular+Dragon&amp;amp;qo=103"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://1.bp.blogspot.com/-bWSClmmgbUc/TdfJEZPT9NI/AAAAAAAACPk/oz9X2-XGt60/s400/cinco+criaturas+do+norte.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os pastos ao longe ardiam em chamas. O comandante Daroy tomou a frente do campo de batalha. Ele sempre imaginou que um dia algo parecido iria acontecer. Havia um motivo de seus antepassados terem construído torres de vigilância na região do Paredão de Akina. Aquelas criaturas deviam ser a ameaça que rondou Hur centenas de anos atrás.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy colocou o binóculo e avistou o pasto adiante. Nenhum sinal das criaturas. Com certeza iriam atacar de surpresa. Era hora de preparar os soldados. Muitos tinham atendido ao chamado de alerta, vindo de distritos vizinhos. Daroy achava que poderia conter as criaturas, enquanto o resto do reino evacuava.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante montou seu cavalo e começou a andar em frente o pelotão.&lt;br /&gt;- Guerreiros élficos de Hur, hoje é nossa responsabilidade proteger nosso reino. É nossa responsabilidade conter as criaturas enquanto nossas mulheres e crianças procuram um lugar protegido nas montanhas – Daroy parou e lançou o olhar ao norte. Algo parecia se mover nas chamas. Tinha de terminar o pronunciamento. – Hoje lutaremos não só pelo rei, mas por tudo que é nosso por direito. Não deixaremos que as criaturas do norte nos atinjam, pois estamos preparados. Estamos preparados para conter o que for. Em nome de Hur!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os gritos dos soldados ecoaram pelo pasto. Gritavam “Hur!”, com toda a força de seus pulmões. O comandante fez um sinal e os gritos cessaram.&lt;br /&gt;- Hoje não somos maridos, não somos empregados, não somos apenas elfos. Somos os elfos de Hur e mostraremos não só força, mas sabedoria!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Mais uma vez os soldados comemoraram e gritaram o nome de Hur. Tambores tocaram invadindo o campo de batalha com o hino do reino. Estavam preparados, para o que fosse.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma trombeta soou e os tambores e a gritaria cessaram. Os soldados ficaram a postos, com visão focada nas asas que sopravam o fogo logo à frente.&lt;br /&gt;- Arqueiros, preparar! – gritou Daroy. – Apontar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Finalmente a criatura saiu das chamas e voou alto pelos céus, em direção ao pelotão. Era gigantesca, as asas pareciam de morcego, tinha chifres de marfim na cabeça e por toda coluna vertebral. Batia com força intimidadora as asas, preparando as garras dos pés para atacar os soldados.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante engoliu em seco ao ver a criatura, era muito pior do que jamais teria imaginado. Colocou todas as suas esperanças nas flechas dos arqueiros. Esperou a criaturas descer dos céus. Foi quando ela deu um rasante sobre o pelotão que ele gritou.&lt;br /&gt;- Fogo!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Centenas de flechas invadiram o céu, atingindo a criatura. Mas nenhuma surtiu efeito e o monstro voou sobre os soldados, derrubando-os com suas garras. Novamente voltou aos céus.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy observou o grupo de soldados caídos e pegou seu arco.&lt;br /&gt;- Preparar! – sua ordem foi repetida pelos oficiais espalhados pelo campo. – Apontar!&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Novamente o monstro desceu dos céus, mirando um grupo de arqueiros no meio dos soldados. O comandante gritou “Fogo!”, e mais uma vez as flechas ricochetearam nas escamas na gigantesca criatura. Ela sobrevoou os soldados e, de suas narinas, surgiram labaredas de fogo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Os arqueiros correram pelo campo de batalha, ardendo em chamas. Daroy preparava-se para o ataque, quando a trombeta voltou a soar. Virou o cavalo para o norte e viu outras três criaturas voarem pelo campo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy acenou para os oficiais que comandavam os canhões. Esperou. Os monstros avançavam de maneira determinada. Esperou. De súbito as criaturas pararam e aterrizaram logo à frente. Centenas de olhos élficos as observavam, sem terem a mínima ideia do que viria depois. Elas abaixaram o corpo e praticamente se deitaram nos campos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;O comandante abaixou seu arco e olhou através do binóculo. Os monstros estavam com a respiração ofegante, igual a crianças com asma. Pensou que talvez haviam desistido. Tolo pensamento. Uma repentina fumaça saiu das narinas de cada criatura e inundou o campo. Era impossível enxergar. Os tiros de canhão surgiram sem autorização do comandante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy chicoteou de leve seu cavalo e saiu em disparada pela fumaça. Ultrapassou corpos em chamas e soldados que corriam para todos os lados, hipnotizados pelo medo. Até que conseguiu sair da fumaça. Olhou para os céus e avistou as criaturas  voando alto, mirando sem errar e mergulhando o exército em chamas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Em um movimento inútil, empunho seu arco. Seus pensamentos eram outros. Não conseguia se importar com os soldados, nem com o reino, nem com aquela batalha. Só pensava na mulher e nas crianças. Talvez o ato de mirar no casco impenetrável das criaturas significasse algo em sua mente. Absorto em seus pensamentos, não ouviu o leve pouso do monstro atrás de si. Sentiu um calor infernal, como se o mundo inteiro fosse uma enorme bola de fogo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Daroy abaixou o arco e virou o cavalo em direção à criatura. Ficou frente a frente com o monstro que destruiria grande parte de Hur. O grande lagarto bufava e tinha o olhar distante. Olhos brancos, cegos. Daroy abaixou a cabeça, quando a gigantesca pata o atingiu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;E o fogo cessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://treijim.deviantart.com/"&gt;treijim&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-1213661268159208596?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/1213661268159208596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=1213661268159208596&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1213661268159208596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1213661268159208596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/os-contos-de-biodak-cinco-criaturas-do.html' title='Os Contos de Biodak - Cinco criaturas do norte'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SDokmLXHBqg/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/q1kL917UDX0/s72-c/separador.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-7260531367297776092</id><published>2010-10-06T15:21:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T04:59:59.659-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Lábia</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like font="" href="http://oilusorio.blogspot.com/2010/10/labia.html" send="true" show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Hoje, durante uma aula na faculdade, eu fiquei com vontade de escrever um conto. Mas nada me vinha a mente. Então resolvi pedir pra alguns colegas sugestões sobre o que deveria se tratar o conto. E foi isso que disseram: André - “Aulas que não passam”, Vanessa - “Sistemas Operacionais”, Wemerson “Videogames” e Rodrigo “Hã?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ah, e nada contra aulas só com slides... Mas também nada a favor. Bom ao menos elas me dão inspiração pra escrever :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E o resultado da viagem foi o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="16" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s200/separador.PNG" width="52" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lábia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Naquele dia percebemos que haviam colocado um relógio na parede. Era o clássico gerador de tic-tac’s, que treme o ponteiro ao passar pelos segundos. A aula: Sistemas Operacionais. Iríamos repor um horário que não tivemos, então veríamos slides atrás de slides nas próximas 3 horas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhei pro lado e vi que todos dormiam. Alguns não fechavam os olhos, mas era visível que não prestavam atenção em nada. Eu mesmo me peguei encarando um pequeno besouro que subia pela moldura do quadro. Quando chegou ao topo, começou a voar pela sala, até pousar no cabelo do professor, que mal percebia o que acontecia ao seu redor, e continuava dando aula. Foi então que o besouro decolou novamente e veio direto para a minha carteira, pousando na capa do caderno de Sistemas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele tentava se equilibrar nas aspirais, aos poucos se virando para mim. Quando conseguiu, ficou alguns momentos me “encarando”. Os tic-tac’s do relógio pareciam marteladas. Então, sem pensar muito (na verdade, sem pensar), falei:&lt;br /&gt;- Entediado?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O professor olhou pra mim, mas voltou a explicar a matéria.&lt;br /&gt;- Muito...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Hã?”. Alguém havia me respondido. Olhei para os lados, mas todos pareciam mergulhados em suas próprias ilusões.&lt;br /&gt;- Pena que não tem videogames aqui.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ok, era o besouro falando comigo. Eu me aproximei dele e cochichei:&lt;br /&gt;- Você joga videogame?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era aula de Sistemas Operacionais, todos estavam delirando. Conversar com o besouro era lucro.&lt;br /&gt;- Só jogo os clássicos – respondeu ele.&lt;br /&gt;- Então não conhece os novos consoles?&lt;br /&gt;- Sou mais os emuladores.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhei para o relógio, que parecia demorar 1 minuto pra cada segundo. Uma eternidade ainda pra acabar a aula.&lt;br /&gt;- Você está me escutando? – perguntou o inseto.&lt;br /&gt;- Sim, mas não consigo levar isso a sério.&lt;br /&gt;- Talvez se eu me aproximasse mais, poderíamos conversar melhor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Aproximar?”, pensei desconfiado. Nunca gostei muito de besouros. Pra que iria deixar que se aproximasse?&lt;br /&gt;- Se eu ficar na sua orelha, podemos conversar sem perigo de alguém ver que você está conversando com um besouro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É, talvez não fosse uma má idéia.&lt;br /&gt;- Pode subir – falei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O besouro levantou vôo e pousou na minha orelha e começou a passear por ela, pregando e despregando suas pequenas garras, até ficar perto do entrada do ouvido.&lt;br /&gt;- Sabe, você tem um belo ouvido... E, pelo que eu vejo daqui, um labirinto tentador. Sempre gostei de resolver labirintos. Acho que consigo este.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele começou a andar para dentro do ouvido e, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, já tinha entrado. As marteladas dos tic-tac’s se uniram ao zumbido do besouro no ouvido, tentando resolver meu labirinto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E foi assim que entendi como eles entram nos ouvidos das pessoas. É a lábia dos besouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-7260531367297776092?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/7260531367297776092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=7260531367297776092&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7260531367297776092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7260531367297776092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2010/10/labia.html' title='Lábia'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s72-c/separador.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-6843603086711775890</id><published>2009-12-28T14:35:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:11:38.299-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Destroços e Retalhos - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/12/os-contos-de-biodak-destrocos-e.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzkvEAcx4vI/AAAAAAAACJA/hNF4LtFlKRs/s1600-h/destrocos-retalhos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420415372403794674" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzkvEAcx4vI/AAAAAAAACJA/hNF4LtFlKRs/s400/destrocos-retalhos.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; height: 299px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fuga dos pequenos das Colinas Frias, o lugar encontrado por eles, e transformado em seu novo lar, foi a Floresta Dart-Mor. Por algum motivo os seres da Torre não ousavam enfrentar as gigantescas árvores que rondavam as Colinas. Por cerca de duzentos anos os pequenos fizeram das árvores sua nova casa, para depois migrarem à Planície Roxa e, finalmente, estabelecerem-se em Feenos, protegidos pelo Paredão de Akina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de os pequeninos abandonarem o território seguro de Dart-Mor, um velho contador de histórias resolveu voltar às Colinas Frias. Lugar habitado pelas mais frias e cruéis criaturas, libertadas da velha e misteriosa Torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agda batia a colher de bronze contra o prato de madeira. Encostou o cotovelo sobre a mesa e repousou a cabeça sobre a mão esquerda. Começou a remexer seus legumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare de brincar com a comida, Agda! – vociferou Tami, tentando mastigar a hortaliça que o marido havia trazido.&lt;br /&gt;- Mas, mãe... – resmungou a garota, sem ânimo. – Isso tem gosto de terra!&lt;br /&gt;- Bem, se você não tivesse experimentado terra, talvez gostasse um pouco mais das verduras que seu pai traz.&lt;br /&gt;- Não a force, Tami... – disse Yann que não havia dito uma palavra desde que chegara da colheita. – Nem eu consigo engolir esse capim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele largou o talher no prato e saiu da mesa. Passou pela porta da sala e ficou na sacada, observando as outras casas. Eram todas feitas de bambu, sustentadas pelas várias sequóias da floresta Dart-Mor. Era noite e a maioria das luzes estava ligada. Porém uma casa em especial permanecia sob total escuridão. Yann encostou os braços no parapeito e respirou o ar puro da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tami saiu da sala e ficou observando as casas ao lado do marido. Sabia bem o que o incomodava.&lt;br /&gt;- Ele insiste em voltar? – falou após um longo silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yann abaixou a cabeça e deixou os cabelos balançarem à brisa que batia na copa da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não acredito que ele veio de lá... – disse, observando o aparente abismo que se estendia abaixo. – Agora quer voltar. Diz que tem de buscar a mãe e que é tudo culpa dele.&lt;br /&gt;- Ninguém sabe o que acordou a Torre! – falou Tami. – Mesmo que ele diga que foram três garotos, como alguém poderia saber? E se ele tem uma mãe lá, já deve estar morta. Não tem como ter sobrevivido todo esse tempo. Me dá arrepios só de pensar no que aquilo se tornou.&lt;br /&gt;- Ele parece nem sentir – disse Yann, curvando a cabeça em direção à uma casa logo a frente. Da porta da frente saía um velho, de mochila nas costas e portando um cajado. Ele começou a descer a longa escadaria, mas parou por um momento. Virou-se para trás e encarou Yann.&lt;br /&gt;- Não faça nada – sussurrou Tami. – Já tentamos tudo o que pudemos. Se ele quer se sacrificar, deixe-o ir.&lt;br /&gt;- Ele não vai conseguir sair de lá. Não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho tornou a se virar e continuou a descer os degraus. Tami e Yann o observaram sumir na escuridão lá embaixo. Ela fixou o olhar nas copas das árvores, logo acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Resta esperar que as Colinas Frias não o deixem entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naquele ponto da floresta era possível sentir a presença da Torre. Ela estava a quilômetros de distância, mas emanava um mal tão grande como nunca poderia se imaginar. Faltava pouco para o velho pequenino alcançar a orla da Floresta Dart-Mor. Por anos aquelas árvores serviram de abrigo contra as trevas que assolaram as Colinas Frias. O velho já sentia calafrios só de lembrar o terror que voltaria a enfrentar. Ele enxugou o suor de sua face queimada e continuou a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava pela estrada proibida, as árvores mudavam de aparência. De um marrom vivo passavam a um cinza disforme. Não havia mais brisa, não havia mais o costumeiro canto dos pássaros. O velho tinha chegado à fronteira entre Dart-Mor e as Colinas Frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos ele não via um céu tão escuro. Pelo visto os raios de sol nunca mais alcançaram os descampados das colinas. Um cheiro pútrido invadiu as narinas do pequeno, lembrando-o dos terríveis acontecimentos que nunca saíram de seus sonhos. Sentiu vontade de vomitar, queria desistir daquela viagem suicida, mas não poderia viver por mais tempo com aquela culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia que quando deixasse a floresta, tudo iria mudar. Quem olhasse de longe pensaria que as Colinas Frias tinham sido acometidas por uma sombra, e nada mais. Enorme engano. Ao passar pelo último galho morto de Dart-Mor, uma escuridão engoliu o pequenino. Ele sentia tudo queimar a sua volta, num calor quase insuportável. Sem pensar duas vezes, o velho continuou andando, embrenhando pelo inferno, sem mais enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-6843603086711775890?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/6843603086711775890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=6843603086711775890&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6843603086711775890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6843603086711775890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/12/os-contos-de-biodak-destrocos-e.html' title='Os Contos de Biodak - Destroços e Retalhos - Parte 1'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzkvEAcx4vI/AAAAAAAACJA/hNF4LtFlKRs/s72-c/destrocos-retalhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-6842458555898249875</id><published>2009-09-26T05:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:12:03.824-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - Três desejos do Oásis</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-tres-desejos-do.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://j0y-stick.deviantart.com/art/Forest-142482015"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420460021365867186" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzlXq6y4ArI/AAAAAAAACJI/Q8qG2f2js0I/s400/desejos-oasis.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; height: 300px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O modo como agia. Seu caminhar e seus cabelos. De olhos inocentes à certeza de que muito havia se perdido. O rio e o dragão levaram a beleza da infância. Tudo mudara. Ao menos assim pensava Yana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto saia do Rio Cran, ia tentando se familiarizar com o lugar. Nunca havia conhecido o deserto. Sentia os pés afundando no terreno árido. Os olhos não poderiam mostrar a imensidão de areia, intimista e contrastante ao céu azul. Mesmo cega diante a paisagem, Yana conseguia sentir terror naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos a menina foi avançando pelo deserto. Implorava aos céus por chuva, que nunca viria. Tateava o nada em busca de abrigo. Era muito diferente da floresta. Ela conhecia cada galho e cada trilha. Mas no deserto sua cegueira chegava ao ápice. Só lhe restava confiar nos desatentos pés, que continuavam a levá-la para o leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao avistar o Oásis, Hiugo apertou com força o cajado no peito e desapareceu do deserto.&lt;br /&gt;Quando reapareceu em meio à densa floresta, lembrou do aviso do gólem das Pirâmides de Ferro. “Não se demore nas árvores”. Até a seiva que corria pelas plantas daquele lugar estava amaldiçoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago Hiugo abaixou o capuz e se apressou a atravessar a mata espessa. Mas quanto mais avançava, mais densa ficava a floresta. Em certos pontos os galhos pareciam estar alocados em forma de teia. Com o cajado em punho, Hiugo proferiu um encantamento que murchou os troncos e galhos a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava, a floresta ia abrindo caminho, numa sofrida redenção. O mago não parava de pensar na criatura que iria encontrar. Seria verdade tudo aquilo que as inscrições diziam? Esta era a única chance de seu povo sair de Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hiugo estava decidido a encontrar o último dragão de Amdu. E diante de seu objetivo ele não percebia que a floresta ia aprisionando-o ao Oásis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ghiardo continuava a se guiar pelo estranho odor. Não podia enxergar a destruição que causara na floresta, mas conseguia ver o medo que causava. Um dragão carecia de impor seus domínios e força. Desde a Grande Divisão, o restante dos dragões tinha sucumbido ao poderio humano ou à inteligência élfica. Agora que a chama de Ghiardo começava a apagar, era preciso encontrar o sucessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto avançava sobre as cinzas de Dart-Mor, ele lembrava que não deveria seguir muito ao norte. Nem os dragões ousavam adentrar as Colinas Frias, depois que os tesouros da torre tinham sido liberados. Se o sucessor não se achasse na floresta destruída, teria de rumar direto para as Pirâmides de Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era inesperado que as árvores morressem com tanta tranqüilidade. Não pareciam ser como as que cresciam no Oásis do deserto de Amdu. Aquelas eram tão cruéis quanto os dragões. Mas Dart-Mor repousava e aparente paz, enquanto as asas do grande Ghiardo espalhavam as cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso era aquele odor. Não era ódio, mas podia ser sentido. Era tão forte que o havia atraído desde o Oásis. Porém não foi isso que o fez descer das nuvens e aterrissar nos galhos queimados da floresta. Perto da destruição, onde as chamas ainda não haviam consumido as folhas, morava um sentimento de esperança, que vagava pelas árvores e se confundia ao vento. Tal sentimento o repugnava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar para baixo viu o brilho das fadas se espalharem. Pelo visto queriam avisar as outras criaturas sobre o perigo. Isso não seria problema. O instinto de Ghiardo indicava que seu sucessor viria antes que a floresta pudesse revidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando suas garras encontraram o solo, o dragão pôde sentir que um pouco da esperança havia sucumbido. Um pouco, mas não toda. Ainda havia uma grande parte deste sentimento ali, em pé diante às cinzas. Era esperança unida a um outro sentimento, difícil de ser interpretado pelos dragões: coragem. Tudo isso em uma pequena criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coragem em forma de menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Yana seguia afundando e tropeçando na areia. O sol escaldante não tirava, e sim lhe dava forças. As horas pareciam voar, assim como o corpo de Yana. A menina demorou a perceber que os pés flutuavam e se deixavam levar pelo deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo em seu interior queimava e clamava para sair. Seus braços começavam a roçar em troncos e galhos. Os quais a abraçavam e ajudavam a levá-la adiante. Não estava mais no deserto. O lugar era úmido e aconchegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo lhe parecia familiar. Lembrava de suas brincadeiras com o irmão, seu povo, sua floresta. No entanto eram apenas lembranças. Ela estava no coração do Oásis de Amdu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser deixada em uma grande rocha, ela pôde perceber porque voava. Suas asas descansaram nas raízes que cobriam o lugar. As escamas que revestiam seu corpo arranhavam o chão, mas pouco incomodava. O sono pesado a fazia esquecer de tudo aquilo. Aos poucos esquecia do irmão, do dragão e do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, quando acordou, já não era mais humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://j0y-stick.deviantart.com/"&gt;j0Y-STiCK&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-6842458555898249875?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/6842458555898249875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=6842458555898249875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6842458555898249875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6842458555898249875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-tres-desejos-do.html' title='Os Contos de Biodak - Três desejos do Oásis'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SzlXq6y4ArI/AAAAAAAACJI/Q8qG2f2js0I/s72-c/desejos-oasis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-539811028271249678</id><published>2009-09-03T13:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:12:24.716-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - A Torre de Thur</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-torre-de-thur.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s1600-h/torre+de+thur.PNG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377343035687598466" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s400/torre+de+thur.PNG" style="cursor: pointer; height: 230px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nerdick já foi habitada pelos pequenos, mas isso faz muito tempo. Antes mesmo de Hur se tornar ruínas, ou mesmo da formação dos Brejos Escuros. Neste tempo Nerdick era uma das mais lindas regiões do continente Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os três garotos pararam atrás do último carvalho da floresta que rodeava a colina. De acordo com o mapa de Ordi, faltavam poucos metros para alcançarem o portal. Fazia um frio de congelar os ossos, mas a vista compensava todo e qualquer esforço. A torre mostrava-se ainda mais monstruosa de perto, sendo impossível avistar seu topo.&lt;br /&gt;- Será que é verdade? – disse Amir, tremendo. – Quero dizer, porque é que as pessoas isolaram a torre? Nós conhecemos a lenda.&lt;br /&gt;- Lenda é lenda – disse Ordi, levantando-se e tentando ver através do matagal que rodeava a torre. – As pessoas só deixaram de vir aqui por causa de uma estúpida lenda de demônios. Eu continuo achando que tem um tesouro aqui. Alguém deve ter inventado essa história pra afugentar intrusos.&lt;br /&gt;- Vocês vão entrar ou ficar conversando? – gritou Thur do meio do matagal. – Se não for só lenda, a gente sai devagar, fecha a porta e ninguém fica sabendo.&lt;br /&gt;Os três avançaram até um enorme portal. Devia ter no mínimo dez metros de altura por cinco de comprimento. Era rodeado por runas antigas, diferentes de qualquer língua que os garotos tinham visto. Ordi guardou o mapa no bolso e se aproximou do batente, observando as inscrições.&lt;br /&gt;- Será o que diz? Talvez seja um aviso.&lt;br /&gt;- Com certeza – resmungou Amir, olhando na direção da cidade. Uma fumaça azul subia de cada chaminé. – Deve dizer “Fiquem fora, idiotas”.&lt;br /&gt;Ordi e Thur se entreolharam rindo.&lt;br /&gt;- Sério, é melhor a gente voltar – falou Amir. – Foi até divertido subir a colina até aqui, mas algo me diz que a gente está indo longe demais. Aliás, devem estar atrás da gente.&lt;br /&gt;- Não estão nem ligando pra nós três – disse Thur. – Estão todos se divertindo no festival.&lt;br /&gt;Ele se virou e começou a analisar o portal. Não havia sinal de maçaneta ou fechadura. Era feito em mármore negro e cravejado de esmeraldas. Thur deslizou os dedos pela pedra, tateando cada saliência, tentando achar alguma abertura. Abaixou-se e se deparou com pequenas inscrições na língua dos pequenos.&lt;br /&gt;- Vejam isso!&lt;br /&gt;- “Diga ‘abra’ à sua torre e os tesouros mais profundos serão revelados” – Amir leu, cético.&lt;br /&gt;- Eu disse! – gritou Ordi. – É um tesouro, tem um tesouro aí dentro e basta dizer... – ele se levantou e olhou fixamente para o portal. – Abra!&lt;br /&gt;Nada aconteceu. A não ser uma brisa gélida que soprou a colina.&lt;br /&gt;- Espere aí – murmurou Thur. – Aí diz “Diga ‘abra’ à sua torre”. Entendeu? “Sua”!&lt;br /&gt;Amir e Ordi continuaram sem entender, enquanto Thur coçava a cabeça e tentava encontrar as palavras certas.&lt;br /&gt;- Abra... Torre de... Thur.&lt;br /&gt;O chão tremeu e os garotos caíram assustados. Por todos os lados aves voavam, fugindo dos arredores da torre. O portal balançou, soltando poeira, e começou a se mover para trás. Foi se afastando dos garotos através de um corredor aparentemente sem fim.&lt;br /&gt;Um vento surgiu de dentro da torre, soprando os cabelos dos três.&lt;br /&gt;- O que foi isso? – resmungou Amir.&lt;br /&gt;- E que cheiro horrível é esse? Parece carne podre – falou Thur.&lt;br /&gt;- Ah, deixem de reclamar e vamos procurar o tesouro! – disse Ordi, extasiado.&lt;br /&gt;Ele entrou na torre. Era um longo corredor que dava acesso a várias outras salas. O chão de granito ecoava os passos de Ordi, que tentava imaginar onde o tesouro estaria. Amir e Thur seguiram o garoto.&lt;br /&gt;- Com certeza está atrás de uma dessas salas! – ele se aproximou da porta mais próxima, mas também não tinha maçaneta. Tentou empurrar, derrapando o pé no chão, sem conseguir mover a porta nem um milímetro sequer.&lt;br /&gt;Os garotos começaram a inspecionar cada uma das salas. Não havia inscrição alguma que indicasse como abri-las.&lt;br /&gt;Thur encostou o ouvido em uma delas e escutou um chiado. Na verdade eram vários chiados e grunhidos. O garoto arregalou os olhos e acenou para os irmãos ouvirem também. Eles ficaram ali impressionados com os sons da sala e não perceberam o que começava a invadir o corredor.&lt;br /&gt;Thur sentiu algo espinhoso se enrolar nos seus pés. Olhou pra baixo e viu algo parecido com uma raiz. Ela rodeava sua pele e, com os espinhos, rasgava a carne. Ele gemeu de dor e caiu no chão.&lt;br /&gt;Amir e Ordi perceberam as raízes e tentaram remove-las. Elas saíam de fendas nas paredes e no chão e se concentravam apenas em Thur.&lt;br /&gt;- Vamos, tira! – o garoto chorava de dor. – Essa coisa está cortando a minha perna!&lt;br /&gt;Ordi tirou um canivete do bolso e tentou cortar as raízes.&lt;br /&gt;- É grosso demais!&lt;br /&gt;De repente um estrondo, e uma das portas desmoronou, lançando pedaços de mármore pelo corredor. Amir lacrimejou devido a poeira e tentou enxergar através dos escombros. Um ser bege e robusto, de cerca de três metros de altura, surgiu dos destroços arrastando algo que parecia um gigantesco porrete. Era exatamente do jeito que as histórias contavam. Um genuíno troll das cavernas.&lt;br /&gt;Ele avançou e socou Amir contra a parede. O garoto bateu a cabeça nas pedras e foi jogado ao chão. As raízes já tinham envolvido até a cintura de Thur, que se balançava ferozmente tentando se livrar dos espinhos. Seu sangue ia sujando o chão de pedra enquanto as raízes o puxavam pelo corredor.&lt;br /&gt;Ordi correu em direção a Thur, mas foi impedido pelo porrete do troll que bateu em suas costas, jogando-o contra uma das portas. Em seguida caiu com o rosto no chão gelado. Sentia gosto de sangue na boca e não conseguia mover os braços nem as pernas. Abriu os olhos e viu Amir perto da entrada da torre, desacordado. Fez um esforço gigantesco e virou lentamente o pescoço para a direção oposta. Viu um vulto na escuridão do corredor. Era Thur sendo arrastado, riscando o chão com as unhas, gritando por socorro.&lt;br /&gt;O troll passou por Amir e saiu da torre, rugindo ferozmente em direção à cidade.&lt;br /&gt;As portas ao longo do corredor começaram a se abrir, uma após a outra. Ordi, paralisado, assistiu o fogo tomar conta da torre, enquanto criaturas horrendas saíam das salas. O pequenino fechou os olhos e sentiu as chamas queimarem seu corpo.&lt;br /&gt;Gritos e barulho de asas. Era o que se ouvia nas Colinas Frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Darla passou por um grupo de crianças na sala de estar, olhou atentamente. Não estavam ali. O desesperou se apoderou dela. Resolveu procurar no pátio. Uma banda ao centro tocava uma música estridente, enquanto várias pessoas bebiam e dançavam. Dezenas de mesas de madeira se estendiam pelo lugar, onde as pessoas comiam e riam, comemorando a boa caça. Darla avistou Jareh no meio da multidão.&lt;br /&gt;- Você viu as crianças? – ela gritou.&lt;br /&gt;- Sim, várias! – ele riu e entornou uma caneca de cerveja. – Escolha uma!&lt;br /&gt;- Estou falando das nossas crianças!&lt;br /&gt;- Devem estar lá fora brincando com os outros garotos. Fique calma, hoje é dia de festa.&lt;br /&gt;Ela sentiu um aperto no peito. Sabia que eles não estavam no festival. Não podia ser coincidência o mapa sumir junto com as crianças. Com certeza tinham ido à torre.&lt;br /&gt;- Jareh, o mapa sumiu!&lt;br /&gt;Mas ele não escutou. Um tremor abalou o pátio, derrubando mesas e fazendo a música parar. Um silêncio constrangedor instaurou no lugar, enquanto todos se olhavam assustados.&lt;br /&gt;Em seguida um vendaval ensurdecedor invadiu o pátio. O vento pútrido somou terror a todos no lugar. Darla saiu correndo para a rua.&lt;br /&gt;Centenas de pessoas murmuravam na avenida principal. Faixas de comemoração haviam caído. Comida e bebida se espalhavam pelo chão. Todos pareciam desnorteados, com medo do que poderia acontecer em seguida.&lt;br /&gt;- Os meninos passaram por aqui? – Darla perguntou para um grupo de garotos na entrada do pátio.&lt;br /&gt;- Por aqui não – respondeu um deles. – Mas acho que vi Amir na encosta da colina. Ele corria para alcançar alguém.&lt;br /&gt;Um rugido ecoou ao longe. Todos se viraram para a gigantesca torre ao norte. Fogo saía de suas paredes e o céu começava a escurecer. Sons estanhos ecoavam pelas colinas. Sons demoníacos.&lt;br /&gt;O caos dominou a cidade. Pessoas saíam de todos os lugares, pegando crianças pelo caminho, empurrando uns aos outros. A desordem apenas aumentava com todos tentando fugir ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Darla ficou no meio da avenida, paralisada, olhando o norte. Não ouviu Jareh gritar para correr, não ouviu a sinal de alerta. Ela sabia que era sua culpa. Não havia escondido direito o mapa e agora seus filhos tinham acordado os demônios da torre.&lt;br /&gt;Poucos foram os que conseguiram fugir das criaturas que desciam à colina. Poucos escaparam das trevas que há eras esperavam para tomar Nerdick.&lt;br /&gt;Dizem que os que ficaram foram acometidos pela loucura e pelo terror que os demônios causam aos vivos. E não mais morreram, passando a eternidade sob a tortura da torre.&lt;br /&gt;As Colinas Frias se tornaram o que é hoje: um lugar onde nunca é dia. Um lugar dominado pelos tesouros mais profundos da Torre de Thur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-539811028271249678?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/539811028271249678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=539811028271249678&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/539811028271249678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/539811028271249678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/09/os-contos-de-biodak-torre-de-thur.html' title='Os Contos de Biodak - A Torre de Thur'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SqApACWUeYI/AAAAAAAACGA/tpwT2o5BjR0/s72-c/torre+de+thur.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-660539139918612407</id><published>2009-07-13T09:46:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:12:48.625-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biodak'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Os Contos de Biodak - O último toque de Amdu</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/07/os-contos-de-biodak-o-ultimo-toque-de.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://oilusorio.blogspot.com/2011/05/o-que-e-biodak.html"&gt;O que é Biodak?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/illume/2379177963/in/set-72157604165084910/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357993811947879234" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sltq--3k-0I/AAAAAAAACCY/eNU8Y-3w-uc/s400/ultimo+toque+amdu.PNG" style="cursor: pointer; height: 400px; width: 311px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fada, ainda aflita, pousou sobre o tronco queimado e observou a menina e o menino. A primeira ia à frente, os fios castanhos, embaraçados pelo vento, tocavam os galhos da floresta. Ela conhecia cada trilha, cada caminho por entre as árvores. A audição substituía perfeitamente a visão. Enquanto corria, imaginava um mundo colorido, que apenas aqueles olhos cegos poderiam ver.&lt;br /&gt;O menino ia atrás. A cada dois passos tropeçava num galho. Era para ser uma corrida de cegos. A venda nos olhos serviria para equilibrar a disputa, mas ele não conhecia o caminho. Já não dava mais para contar nos dedos os arranhões adquiridos no percurso. O garoto decidiu que já bastava. Retirou a venda e esfregou os olhos que ardiam devido à claridade. Eles já não estavam na floresta que conheciam. O cheiro de cinzas invadiu as narinas do menino, que começou a tossir.&lt;br /&gt;- O que aconteceu aqui, Yana? – ele gritou para a menina, parada logo à frente.&lt;br /&gt;- Quieto! – sussurrou ela. – Não estamos sozinhos.&lt;br /&gt;Uma gota de suor surgiu na testa do menino. Logo surgiram outras. O tempo mudou de úmido para infernal. Ele passou a mão pelos cabelos já encharcados, então congelou. Escutou um estrondoso barulho de asas. Quando olhou para cima o mundo girou. A última coisa que viu foi a face odiosa do monstro. Depois disso, caiu inconsciente sobre as cinzas da floresta.&lt;br /&gt;A menina permaneceu parada. O corpo molhado totalmente enrijecido. Qualquer um que a visse pensaria que estava em estado de choque. Qualquer um menos o monstro. Com um baque ensurdecedor ele pousou sobre os galhos queimados. Cada momento ao lado da criatura era um convite à asfixia.&lt;br /&gt;- Por que permanece em pé, garota? – perguntou o monstro. Sua voz fazia tremer cada grão de terra no chão.&lt;br /&gt;Yana permaneceu calada, os lábios colados pelo suor.&lt;br /&gt;- Não adianta ficar muda. Eu sou Ghiardo, o Senhor dos Dragões de Amdu. Enxergo o medo, escuto a mentira e cheiro o ódio. E você, menina, emana ódio em cada gota de suor.&lt;br /&gt;- As árvores... – ela finalmente disse, com os dentes serrados, respirando fundo. – Por que queimou as árvores?&lt;br /&gt;- Os propósitos de um dragão são complexos demais para um ser de sua estatura compreender. Seu companheiro deve ter percebido isso quando resolveu desmaiar e se entregar.&lt;br /&gt;A menina fechou os olhos e deixou as lágrimas se juntarem ao suor, chorando num ódio silencioso.&lt;br /&gt;- O que vai fazer com ele? – ela perguntou.&lt;br /&gt;O dragão andou calmamente ao redor de Yana. Quando parou, seus olhos grandes e cegos encaravam os olhos brancos da menina.&lt;br /&gt;- Não posso te ver – falou ele. – Mas a quilômetros fui atraído por seu cheiro. De repente sua estatura parece não mais importar.&lt;br /&gt;As garras do monstro envolveram o corpo frágil da menina, que não tentou resistir. Quando ele impulsionou vôo, apertou as grossas unhas por sobre Yana, fazendo-a gritar.&lt;br /&gt;O menino acordou e viu o dragão carregando a menina. Não conseguia se levantar nem falar, tal era o medo que o envolvia. Talvez se os tivesse seguido teria visto o monstro ser atingido pelo raio do Mago e Yana caindo no rio Cran.&lt;br /&gt;Mas o garoto não presenciou nada disso. Em sua mente, e na de seu povo, ficou apenas a imagem da menina cega raptada pelo monstro alado.&lt;br /&gt;Yana jamais voltaria a encontrar o irmão. Esteve até o fim de seus dias amaldiçoada pelo toque do último dragão de Biodak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/illume/"&gt;Ìllume&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-660539139918612407?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/660539139918612407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=660539139918612407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/660539139918612407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/660539139918612407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/07/os-contos-de-biodak-o-ultimo-toque-de.html' title='Os Contos de Biodak - O último toque de Amdu'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sltq--3k-0I/AAAAAAAACCY/eNU8Y-3w-uc/s72-c/ultimo+toque+amdu.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-4547193048731489716</id><published>2009-05-16T18:45:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:13:05.134-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='secas'/><title type='text'>Sobras secas</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/05/sobras-secas.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sg9tDSx5cPI/AAAAAAAACB4/SWvJ7wkfQJ8/s1600-h/sobras-secas.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336603986805485810" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sg9tDSx5cPI/AAAAAAAACB4/SWvJ7wkfQJ8/s400/sobras-secas.jpg" style="cursor: pointer; height: 266px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a árvore perde os frutos&lt;br /&gt;Ficam-lhe as folhas torpes, que logo secam,&lt;br /&gt;E ao vibrar do vento se desprendem uma a uma&lt;br /&gt;E caem sobre o solo já impuro&lt;br /&gt;Formando e produzindo o fértil&lt;br /&gt;Para novamente crescer e florescer em frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera eu perder minhas torpes folhas secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/josimar/"&gt;Josimar Dominguez&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-4547193048731489716?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/4547193048731489716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=4547193048731489716&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4547193048731489716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4547193048731489716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/05/sobras-secas.html' title='Sobras secas'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/Sg9tDSx5cPI/AAAAAAAACB4/SWvJ7wkfQJ8/s72-c/sobras-secas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-4104628038983462480</id><published>2009-03-18T06:41:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:13:24.881-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cristo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='visitantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A Última Fala</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/03/ultima-fala.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/62501020@N00/2903959403/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314523041223798242" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/ScD6jGbF7eI/AAAAAAAACBY/5RzPpXzyBK0/s400/a_ultima_fala.jpg" style="cursor: pointer; height: 300px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo que ocorria no culto, a parte mais esperada para Bruno era a última fala do pastor. Membros e convidados se levantavam e saíam da rotineira indiferença social para iniciar a sessão de cumprimentos. Alguns se limitavam aos bancos mais próximos, enquanto Bruno preferia explorar todo o templo. Afinal, aquele era um período muito rápido, mas também oportuno pra conhecer os membros. Ele mesmo não havia entrado no rol de batizados, mas os visitantes o viam como membro de longa data, um verdadeiro anfitrião. Isso porque ele se concentrava mais nos que ainda não se sentiam confortáveis no meio cristão.&lt;br /&gt;Pois bem, quando completaram trinta dias que Bruno tinha colocado os pés no templo, eis que este não aparece no domingo. Ninguém sentiu nada de anormal. Isso apenas até a última fala do reverendo. Uma senhora percebeu a ausência de Bruno e logo a notícia correu. Porém ninguém sabia seu nome, pois ele nunca se apresentava, sentindo-se obrigado apenas em deixar os convidados confortáveis. Passou-se o dia, até que a fatídica notícia fosse dada.&lt;br /&gt;No culto à noite a igreja se calou e escutou do reverendo que Bruno havia morrido de infarto fulminante enquanto dormia. Um burburinho tomou conta do templo, até que uma garota se levantou e pediu a palavra.&lt;br /&gt;- Quando cheguei à igreja, poucos me acolheram. Dentre esses estava o Bruno, que todo domingo chegava com um sorriso e perguntava como tinha sido minha semana e se deixava à disposição para qualquer coisa. E foi por causa da hospitalidade dele que eu não desisti da igreja.&lt;br /&gt;Enquanto a moça ainda estava de pé, um senhor se levantou e, pausadamente, disse como Bruno o havia recebido e acolhido. Essa atitude fez com que várias pessoas deixassem os bancos e dessem seu depoimento, todos sobre Bruno. Os membros da igreja, assustados, tentavam lembrar do falecido, mas poucos se recordavam. Isso porque suas consciências pesavam, pois além de não se lembrar de Bruno, também não se recordavam da última vez que haviam verdadeiramente acolhido um visitante.&lt;br /&gt;Assim foi a estadia de Bruno na igreja. Bastou um mês para que mais de trinta pessoas se firmassem na fé. Sua atitude foi recordada por muito tempo por aquela igreja, que precisou perder um dos seus para amolecer o coração e abrir caminho não apenas para o templo, mas também ao corpo de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/62501020@N00/"&gt;vnduan&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-4104628038983462480?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/4104628038983462480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=4104628038983462480&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4104628038983462480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4104628038983462480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/03/ultima-fala.html' title='A Última Fala'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/ScD6jGbF7eI/AAAAAAAACBY/5RzPpXzyBK0/s72-c/a_ultima_fala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-728549066733236745</id><published>2009-01-26T19:08:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:13:54.425-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='movimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sequestro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inusitado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Um inusitado movimento</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/01/um-inusitado-movimento.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SX57aAI80NI/AAAAAAAAB5k/IzKrlY6bwBs/s1600-h/plenario-senado1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295805898478637266" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SX57aAI80NI/AAAAAAAAB5k/IzKrlY6bwBs/s400/plenario-senado1.jpg" style="cursor: pointer; height: 196px; width: 410px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa manhã como outra qualquer, num país corrupto de primeiro mundo, todos os políticos acordaram sob a mira de revólveres. Uma força-tarefa, idealizada em certo website, abrangeu cada município da evoluída nação. Os jornais noticiavam “Líderes ameaçados”, “Pânico na política”, “País em crise”. Nas ruas esse era o assunto da vez.&lt;br /&gt;- Ficou sabendo?&lt;br /&gt;- Do quê?&lt;br /&gt;- Os políticos foram seqüestrados.&lt;br /&gt;- Ah, não me dê falsas esperanças.&lt;br /&gt;- Estou falando sério, veja!&lt;br /&gt;- Deus do céu, é verdade mesmo? Quanta crueldade!&lt;br /&gt;O mais famoso telejornal noticiava o vídeo entregue pelos seqüestradores. Na gravação, um senador lia uma carta, enquanto fuzis miravam seu crânio.&lt;br /&gt;- Hoje fomos presos e sentenciados – leu o homem de terno, suando. – Sabemos que somos mentirosos por natureza e merecemos o mais alto castigo – ele parou um momento antes de continuar. – Pedimos que a polícia não tente nos resgatar. E não vamos pedir perdão por nossos erros, para que não haja chance de redenção.&lt;br /&gt;Muitos que assistiram à transmissão ficaram com pena do senador que lia sua própria sentença de morte. Outros ficaram indignados pela coragem dos líderes em pedir que a polícia não se envolvesse. E muitos ainda concordaram com o mais alto castigo aos políticos, já que eles mesmos não queriam pedir perdão pelos erros. Já o restante dos espectadores resolveu mudar de canal e assistir a novela.&lt;br /&gt;O fato foi que a força tarefa não durou muito tempo. Os integrantes começaram a se questionar o que aconteceria depois. Se realmente valeria a pena seguir com o plano. Protestos surgiram na rede mundial, em prol da soltura dos vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e, principalmente, do presidente.&lt;br /&gt;E foi na primeira brecha encontrada pelo exército (já que a polícia havia sido descartada pelos reféns) que os seqüestradores foram encurralados, presos e sentenciados.&lt;br /&gt;Metade dos criminosos foi parar na forca. A outra metade lotou as raras prisões de segurança máxima do país de primeiro mundo.&lt;br /&gt;O líder máximo da nação lamentou o ocorrido e abriu uma investigação para apurar os fatos. Deste modo, toda terça-feira os políticos saem de suas casas e se dirigem às câmaras e senados para participar da mais nova CPI em andamento. E no restante da semana descansam. Mas engana-se você se pensa que fazem isto por menosprezar o cargo que exercem. Os políticos em seu descanso refletem sobre a vida. Sobre o que fazem, se é certo ou errado. Sobre o porquê da população nunca estar contente e sempre querer mais. E é nesse momento de juízo que afloram os pensamentos de esquerda, direita e mercenarismo. É daí que novos partidos brotam, novas idéias afloram e novos desistentes se afastam do cenário político.&lt;br /&gt;E dizem por aí que estes afastados criaram um movimento. Parece algo novo e inusitado. Comunidades on-line só falam nisso, bolando estratégias e recrutando adeptos. Segundo fontes, antigos simpatizantes do senado estão formando um verdadeiro exército para seqüestrar e executar todos os líderes políticos.&lt;br /&gt;Tal informação chegou aos ouvidos das autoridades, mas, sinceramente, para que se preocupar? Todos sabem que seria uma força-tarefa impossível de se cumprir e, caso acontecesse, a polícia estaria de prontidão para atuar diante do fato. Ora, o país em questão é civilizado, sem dívidas nem corrupção. Formado por pessoas de bom caráter e índole ímpar. Deviam é se orgulhar dos líderes que o próprio povo retirou do palanque. Afinal de contas, não estamos falando de um país de criminosos, mas sim de uma evoluída nação de primeiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-728549066733236745?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/728549066733236745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=728549066733236745&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/728549066733236745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/728549066733236745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/01/um-inusitado-movimento.html' title='Um inusitado movimento'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SX57aAI80NI/AAAAAAAAB5k/IzKrlY6bwBs/s72-c/plenario-senado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-3428991720964268871</id><published>2009-01-19T12:21:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:14:43.864-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inundação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sábado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coadjuvante'/><title type='text'>O Coadjuvante</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2009/01/o-coadjuvante_19.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXDjCJT-dRI/AAAAAAAAByw/A5OfH18220M/s1600-h/o+coadjuvante.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291979188159280402" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXDjCJT-dRI/AAAAAAAAByw/A5OfH18220M/s400/o+coadjuvante.jpg" style="cursor: pointer; height: 400px; width: 266px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordou imaginou que ainda dormia. Belisco aqui e ali, os olhos abertos. Não parecia estar dormindo. A mulher apareceu na porta, visivelmente confusa.&lt;br /&gt;- Que dia é hoje? – ela perguntou.&lt;br /&gt;- Não sei. Parece sábado. É, tem cheiro de sábado.&lt;br /&gt;A estranha sensação continuou durante o lanche da manhã. O homem terminou de comer, penteou os cabelos louros e deu um beijo na esposa.&lt;br /&gt;- Tem certeza que hoje é sábado? – perguntou ela antes que ele fosse embora.&lt;br /&gt;- Não, e você?&lt;br /&gt;Ela não respondeu e o homem não insistiu. Seguiu para o elevador e apertou o botão, que ficou vermelho e depois verde.&lt;br /&gt;- Desce? – ele perguntou ao homem ruivo parado no elevador, o qual se assustou e ficou um tempo mudo. Então falou:&lt;br /&gt;- É... Acho que sim.&lt;br /&gt;Desceram boa parte dos andares sem ouvir a voz do outro. O homem ruivo parecia inquieto e inspecionava cada parede do elevador, movendo os olhos de pressa.&lt;br /&gt;- Nós não nos conhecemos, não é mesmo? – perguntou o homem louro de repente.&lt;br /&gt;- Pelo visto, não – respondeu o ruivo.&lt;br /&gt;- Já não teve uma sensação de ter acordado, mas continuar sonhando?&lt;br /&gt;- Como num sonho dentro de um sonho?&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- Eu mentiria se dissesse que não.&lt;br /&gt;De súbito os dois olharam para o chão do elevador que começava a inundar. Água entrava pelas portas que começavam a se abrir. O homem ruivo, desesperado, forçou as portas para fugir dali, já o louro, atônito, enfrentou a água e foi seguindo o desconhecido.&lt;br /&gt;Os móveis da recepção boiavam e passavam pela entrada principal. Os homens saíram do prédio e nadaram até a avenida principal. A cidade tinha sido invadida pelas águas e pessoas por todos os lados nadavam procurando abrigo. Enquanto a maioria tentava entrar nos prédios, fugindo da enchente, o louro e o ruivo continuavam a adentrar a avenida, até que chegaram a um cruzamento.&lt;br /&gt;Eles pararam, batendo com força os pés para não afundar, e olharam um edifício enorme. Nada mudava. As pessoas passavam desesperadas e subiam em carros e ônibus.&lt;br /&gt;Foi então que algo mudou. O nível da água começou a subir. Todos pararam de nadar, vislumbraram uma onda gigante abater o edifício logo à frente. O homem ruivo começou a ofegar. Sentiu os olhos pesados, coração ritmar e o desespero a tomar conta.&lt;br /&gt;- Agora sei que é um sonho! - gritou.&lt;br /&gt;A onda se aproximou. O louro ficou em estado de choque e começou a afundar.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que é um sonho! – continuou o ruivo. – Tenho que acordar...&lt;br /&gt;Finalmente a onda engoliu a todos. O louro observou de longe o ruivo sumir nas águas. Nenhum sentia a falta do ar. Apenas percebiam a escuridão que se formava ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXTlKnRphQI/AAAAAAAABzU/A5vYUCuXOdw/s400/separador.PNG" style="height: 16px; width: 52px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando percebeu já estava na cama, acordado. Levantou e se olhou no espelho. Continuava louro. A mulher apareceu no quarto, perdida na própria casa.&lt;br /&gt;- Acho que hoje é sábado – ela disse, olhando pra janela.&lt;br /&gt;- É mesmo – concordou o marido. – Tem cheiro de sábado.&lt;br /&gt;O homem louro terminou de lanchar, despediu-se da esposa e se dirigiu à porta, quando lhe surgiu a dúvida.&lt;br /&gt;- Tem certeza que hoje é sábado?&lt;br /&gt;- Bem, agora que você perguntou... – respondeu a mulher. – Parece que o sábado já passou.&lt;br /&gt;O botão do elevador ficou verde e as portas se abriram. O homem louro viu uma mulher ruiva encostada no espelho, observando o teto.&lt;br /&gt;- Desce? – perguntou ele.&lt;br /&gt;Ela se assustou e encarou o homem.&lt;br /&gt;- É... Acho que sim.&lt;br /&gt;Ambos desceram calados, para fora do prédio, rumo à cidade inundada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://flickr.com/photos/penseye/"&gt;Pens Eye&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-3428991720964268871?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/3428991720964268871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=3428991720964268871&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3428991720964268871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3428991720964268871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2009/01/o-coadjuvante_19.html' title='O Coadjuvante'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SXDjCJT-dRI/AAAAAAAAByw/A5OfH18220M/s72-c/o+coadjuvante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-2613485571480545978</id><published>2008-11-10T06:02:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:14:40.083-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grande'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pai'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chuva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O grande dia</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/11/o-grande-dia_10.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lilla_miranda/1095751514/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267017690120075042" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SRg0ru1ONyI/AAAAAAAABbA/SW78DQupqzk/s400/imagem-conto.JPG" style="cursor: pointer; height: 355px; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a chover forte lá fora. Estava frio, muito frio. Ana limpou a janela embaçada e observou o homem na calçada. Ele parecia calmo e retirava suas luvas de couro pacientemente. Jogou-as em uma lata de lixo e abriu o guarda-chuva.&lt;br /&gt;Ana bocejou e saiu de perto da janela. Ainda sentia sono. O barulho da chuva ajudava muito. Mas não conseguia mais dormir. Tivera um sonho ruim com gritos e tiros. Acordou assustada e foi para a janela se acalmar. Amanhã era o grande dia, não podia sofrer emoções fortes. Tinha de se preparar.&lt;br /&gt;Ela se sentou na cama e arrastou as pantufas com o pé, alinhando-as. Mergulhou os dedos na pelúcia e se levantou. Foi até a porta do quarto e se observou no espelho. Só conseguia enxergar do pescoço para cima. Ergueu os braços para o alto e agarrou a maçaneta. Girou com força e abriu a porta. Ainda estava se acostumando a dormir no seu próprio quarto. Acordar sozinha, abrir a porta sozinha, era tudo novo.&lt;br /&gt;O corredor que levava para o escritório do pai estava silencioso. Nada do conhecido barulho das teclas do computador. Então ela se lembrou da corrida. Ele devia estar assistindo a corrida na televisão.&lt;br /&gt;Ana foi até a escada e pôde ouvir o som de carros em alta velocidade. Desceu com cuidado os degraus em espiral. Foi passando a mão pelo corrimão. Bocejou.&lt;br /&gt;- Filha? – uma voz rouca veio lá debaixo. – Ah, meu Deus!&lt;br /&gt;Ela desceu o último degrau e viu o pai deitado no sofá. Ele apertava firme o lado esquerdo do peito, coberto de sangue.&lt;br /&gt;- Você se machucou, papai? – ela perguntou, correndo para ele.&lt;br /&gt;- É, Aninha. O papai está muito machucado... – ele gemeu e apertou forte o peito. – Dá um abraço no seu pai.&lt;br /&gt;Ana pulou no sofá e deu um forte abraço no pai, fazendo-o gemer. Lágrimas caiam dos olhos dele.&lt;br /&gt;- Você está sangrando muito, papai. Quer que eu sopre?&lt;br /&gt;Ele acenou que sim. Ana abaixou-se e soprou o peito do pai, encostando os lábios nas mãos dele.&lt;br /&gt;- Fiquei toda suja – ela resmungou, limpando a boca na manga do pijama.&lt;br /&gt;O pai tentou se endireitar no sofá, suspirando cada vez mais forte.&lt;br /&gt;- Minha filha, o papai não está bem.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Você se cortou?&lt;br /&gt;- Não... Eu só estou doente e não vou poder ver você se apresentar amanhã... – ele começou a chorar e olhou para a porta da frente, como se procurasse alguém.&lt;br /&gt;- Mas amanhã é o grande dia! Por que a gente não vai ao hospital? Daí o médico cuida de você.&lt;br /&gt;Ele apertou mais forte ainda o peito e olhou firme a filha.&lt;br /&gt;- Você sabe que eu te amo, não sabe?&lt;br /&gt;- Sei... – ela disse, olhando o sangue que começava a se espalhar pela camisa. – Vou pegar algodão na cozinha.&lt;br /&gt;- Não, não!  - ele gritou, puxando Ana para si. – Apenas escute, minha filha. – ele abraçou-a e tentou abafar o choro. – Eu te amo muito. Quero que grave isso e nunca se esqueça. Sempre que se sentir triste, é só fechar os olhos e imaginar que estamos assim, abraçados.&lt;br /&gt;A menina fechou os olhos. Pensou em muitas coisas. O concerto de canto. No machucado do pai. No abraço dele. Bocejou. Os pensamentos foram se perdendo. A chuva lá fora, os gemidos do pai. A sirene que começou a tocar. E Ana dormiu.&lt;br /&gt;Sonhou que estava cantando. E na primeira fila seu pai sorria, batendo palmas. Tudo estava perfeito. Nada de gritos, nem tiros, nem machucados. Exatamente do jeito que o grande dia deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lilla_miranda/"&gt;Lilla Miranda&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-2613485571480545978?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/2613485571480545978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=2613485571480545978&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/2613485571480545978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/2613485571480545978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/11/o-grande-dia_10.html' title='O grande dia'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SRg0ru1ONyI/AAAAAAAABbA/SW78DQupqzk/s72-c/imagem-conto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-8895971841497103729</id><published>2008-11-10T05:19:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:15:04.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chuva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='água'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rastro'/><title type='text'>Rastro de pureza</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/11/rastro-de-pureza.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/djames1313/33776776/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267020074524825602" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SRg22hbnWAI/AAAAAAAABbI/4PAqqsln-TM/s400/rastro-de-pureza.JPG" style="cursor: pointer; height: 400px; width: 291px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai a chuva sobre mim&lt;br /&gt;E lava as impurezas do caminho&lt;br /&gt;Todo torto e sem sentido&lt;br /&gt;Que não posso prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caem as águas sobre mim&lt;br /&gt;Lavam minhas lembranças&lt;br /&gt;E dizem:&lt;br /&gt;"Pra que lembrar dos maus momentos,&lt;br /&gt;Já que a felicidade não está na angústia,&lt;br /&gt;Mas na alegria do tempo presente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para o alto e vejo as gotas&lt;br /&gt;Caindo lentamente&lt;br /&gt;Varrendo o vazio inexpressivo&lt;br /&gt;Deixando o rastro da pureza&lt;br /&gt;Com seu neutro fluido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora cai a chuva&lt;br /&gt;Por enquanto, não me molho mais,&lt;br /&gt;Deixo fluir os sentimentos&lt;br /&gt;Que as antigas impurezas&lt;br /&gt;Prendiam em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cessa a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Imagem:&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/djames1313/" title="Link para a galeria de D.James  |  Darren Ryan"&gt;D.James  |  Darren Ryan&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-8895971841497103729?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/8895971841497103729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=8895971841497103729&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8895971841497103729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8895971841497103729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/11/rastro-de-pureza.html' title='Rastro de pureza'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UqF1gUuxyA/SRg22hbnWAI/AAAAAAAABbI/4PAqqsln-TM/s72-c/rastro-de-pureza.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-6756161901599145483</id><published>2008-03-26T14:51:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T05:15:37.078-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='monstros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasmas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Mãe, posso dormir no seu quarto?</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/me-posso-dormir-no-seu-quarto.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R-rJLuokZUI/AAAAAAAABYY/A9Caduc3UY8/s1600-h/mae-dormir-quarto.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/face_it/252782140/in/set-72157600009112043/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182175524577109314" src="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R-rJLuokZUI/AAAAAAAABYY/A9Caduc3UY8/s400/mae-dormir-quarto.JPG" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, Maria. Hoje você vai dormir na sua caminha, ok?&lt;br /&gt;A garota soluçou e abaixou a cabeça. A luz do abajur iluminou as lágrimas que escorriam por seu rosto.&lt;br /&gt;- Maria, olhe pra mim - disse Clara. - Não tem nada no seu quarto. Já procurei debaixo da cama, dentro do armário, no banheiro…&lt;br /&gt;- Mas não olhou atrás da cortina - interrompeu a menina, soluçando.&lt;br /&gt;- Está bem. Se eu olhar atrás da cortina, a senhorita dorme na própria cama?&lt;br /&gt;- Sim…&lt;br /&gt;Clara calçou os chinelos e segurou a mão de Maria, estava gelada. As duas saíram para o longo corredor. Os grandes quadros nas paredes pareciam vigiá-las. Estavam por toda parte.&lt;br /&gt;- Essa casa é mal-assombrada - falou Maria.&lt;br /&gt;- Por que acha isso? - perguntou Clara, virando à direita para um novo longo corredor.&lt;br /&gt;- Os quadros conversam comigo, mamãe. Quando eu ando aqui sozinha, eles perguntam meu nome.&lt;br /&gt;- E você responde?&lt;br /&gt;- Não… Mas isso me dá arrepios.&lt;br /&gt;- Quando eu tinha a sua idade também pensava ouvir vozes. É uma coisa que a nossa cabeça cria para não nos sentirmos solitárias. Não deve sentir medo da sua imaginação.&lt;br /&gt;As duas pararam em frente a uma porta no fim do corredor.&lt;br /&gt;- Por que eu tenho que dormir tão longe do seu quarto? - disse Maria.&lt;br /&gt;- Porque já é uma mocinha e são os únicos quartos da casa.&lt;br /&gt;- Pra que serve uma casa do tamanho de um quarteirão que só tem dois quartos?&lt;br /&gt;Clara abriu a porta e as duas entraram. O quarto não era nem um pouco infantil. Havia pinturas surreais por todos os cantos, o guarda-roupa era de mogno, enorme. As cortinas tinham uma aparência estranha, como se fossem de madeira. A cama rosa de Maria, com edredons ilustrados com flores, não se encaixava no resto do quarto. Tudo ali tinha um ar antigo. Maria soluçou mais uma vez.&lt;br /&gt;- Por favor, mamãe. Eu não quero dormir aqui.&lt;br /&gt;- Nada disso. Vamos cumprir o trato… - disse Clara, abrindo as cortinas e balançando-as. - Viu, minha filha? Não tem nada aqui.&lt;br /&gt;- É porque é invisível - falou Maria.&lt;br /&gt;- Já chega - Clara encaminhou a menina para a cama. - Você já viu que não tem nada aqui. Que tal descansar agora?&lt;br /&gt;- Mas e a coisa, mãe? Ela não pára de falar comigo.&lt;br /&gt;- O que eu disse sobre a sua imaginação? Não tenha medo dela, ela faz parte de você.&lt;br /&gt;A mãe beijou a filha e saiu, fechando a porta. Maria ficou olhando a janela, esperando algo acontecer.&lt;br /&gt;- Ela já foi? - perguntou uma voz aguda vinda de debaixo da cama. - Não quero que ela me veja.&lt;br /&gt;Maria puxou o edredom para cima da cabeça e fechou os olhos, tremendo.&lt;br /&gt;- Não quer falar comigo? Eu só queria conversar.&lt;br /&gt;- Vá embora… - sussurrou a menina. - Eu quero dormir.&lt;br /&gt;- Está frio lá fora… Posso ficar aqui, quietinha?&lt;br /&gt;A menina abaixou o edredom e abriu os olhos lentamente. Não havia nada ali. Seu corpo tremia, não queria fazer aquilo.&lt;br /&gt;- É só a minha imaginação… - disse baixinho. - Não preciso ter medo de você.&lt;br /&gt;Ela pulou para o chão e olhou debaixo da cama. Estava claro, pois a janela permanecia aberta. Ela pôde ver uma boneca de porcelana de cabelos marrons e cacheados, usando um vestido que seria branco se não fosse a poeira do chão. Maria suspirou aliviada e pegou a boneca. Tirou o excesso de sujeira do brinquedo e pulou de volta para a cama.&lt;br /&gt;Ficou brincando com a boneca por algum tempo. O sono foi chegando, as pálpebras foram se deixando cair. Maria dormiu tranqüila abraçada a um retrato de madeira, sujo e rasgado. Retrato de uma menina de vestido branco e cabelos cacheados, com um sorriso no rosto. Parecia feliz em estar ali ou, simplesmente, sentia o forte abraço da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/face_it/"&gt;Gabriela Camerotti&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-6756161901599145483?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/6756161901599145483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=6756161901599145483&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6756161901599145483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/6756161901599145483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/me-posso-dormir-no-seu-quarto.html' title='Mãe, posso dormir no seu quarto?'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' 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term='decrescente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sorriso'/><title type='text'>Decrescente</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/decrescente.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9b8OA6ekgI/AAAAAAAABYQ/1EpIlUkoL1U/s1600-h/decrescente.PNG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/tampics/160785805/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176602139402605058" src="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9b8OA6ekgI/AAAAAAAABYQ/1EpIlUkoL1U/s400/decrescente.PNG" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso guarda segredos&lt;br /&gt;Que nem todos querem ver. &lt;br /&gt;Nesse pequeno e simples gesto&lt;br /&gt;A alma se revela&lt;br /&gt;Transborda em sentidos&lt;br /&gt;Espalhando a todo canto&lt;br /&gt;Um toque especial&lt;br /&gt;Uma doçura magistral&lt;br /&gt;Que se dispersa pelo ar&lt;br /&gt;Construindo emoções&lt;br /&gt;Cativando corações&lt;br /&gt;Lamentando o simples fato&lt;br /&gt;Da existência de alguém&lt;br /&gt;Que na tristeza dominante&lt;br /&gt;Esquece da alegria&lt;br /&gt;Esquece da magia&lt;br /&gt;E se torna alguém distante e infeliz&lt;br /&gt;Alguém que simplesmente&lt;br /&gt;Não consegue mais sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/tampics/"&gt;Tampen&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-4566472685530603916?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/4566472685530603916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=4566472685530603916&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4566472685530603916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4566472685530603916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/decrescente.html' title='Decrescente'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9b8OA6ekgI/AAAAAAAABYQ/1EpIlUkoL1U/s72-c/decrescente.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-8091219759376195919</id><published>2008-03-06T10:27:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:16:09.168-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='monstros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>À noite</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/noite.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9BAGCdjIeI/AAAAAAAABYA/5_wEt-MIYQ8/s1600-h/a-noite.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174706444332900834" src="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9BAGCdjIeI/AAAAAAAABYA/5_wEt-MIYQ8/s400/a-noite.jpg" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno vejo monstros&lt;br /&gt;Perseguindo e gritando&lt;br /&gt;Enchendo de terror a minha noite&lt;br /&gt;Invadindo os meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que eu faça&lt;br /&gt;Eles continuam lá&lt;br /&gt;Depois da esquina, atrás da porta,&lt;br /&gt;Esperando eu chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sempre que eu os vejo&lt;br /&gt;Nem sempre aparecem&lt;br /&gt;Só me pegam desprevenido&lt;br /&gt;Então o pior acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de manhã, quando eu acordo,&lt;br /&gt;Dou um pulo de alegria&lt;br /&gt;Fico satisfeito, pois é dia,&lt;br /&gt;E o terror se escondeu.&lt;br /&gt;Escondeu-se no escuro&lt;br /&gt;No fundo da minha mente&lt;br /&gt;De onde às vezes ele sai&lt;br /&gt;Para perseguir-me novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Imagem:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="bodytext"&gt;Exposição do &lt;a href="http://london.iwm.org.uk/"&gt;Imperial War Museum de Londres&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-8091219759376195919?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/8091219759376195919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=8091219759376195919&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8091219759376195919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8091219759376195919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/noite.html' title='À noite'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R9BAGCdjIeI/AAAAAAAABYA/5_wEt-MIYQ8/s72-c/a-noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-1141138031522412143</id><published>2008-03-04T10:43:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:16:26.699-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><title type='text'>Preito à existência</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/preito-existncia.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/banco/a-natureza-no-meu-quintal-parte-i"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Murilo Ferraz" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173969075757588930" src="http://bp0.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R82hdidjIcI/AAAAAAAABXw/CF0YTL4KVhs/s400/preito-a-existencia.jpg" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes penso como seria…&lt;br /&gt;A vida sem problemas&lt;br /&gt;Sem brigas e  contendas&lt;br /&gt;Sem dúvidas, só certezas,&lt;br /&gt;Sem ódio, puro amor,&lt;br /&gt;Sem espinhos,  apenas flor,&lt;br /&gt;Sem raios, plena chuva,&lt;br /&gt;Sem perdas, só vitórias,&lt;br /&gt;Sem  violência, somente paz.&lt;br /&gt;Então me vejo neste mundo&lt;br /&gt;Criado por Deus,  dado ao homem,&lt;br /&gt;E me sinto grato pela vida&lt;br /&gt;Pelo dom que o Pai me deu&lt;br /&gt;De  consertar o que é errado&lt;br /&gt;Ensinar o que é certo&lt;br /&gt;E sonhar com o perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/perfis/murilo-ferraz-franco"&gt;Imagem: Murilo Ferraz&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-1141138031522412143?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/1141138031522412143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=1141138031522412143&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1141138031522412143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1141138031522412143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/preito-existncia.html' title='Preito à existência'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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show_faces="true" width="450"&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8yIz_pY3gI/AAAAAAAABXo/wiSXw6K4P7k/s1600-h/apelo-cego.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173660498781593090" src="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8yIz_pY3gI/AAAAAAAABXo/wiSXw6K4P7k/s400/apelo-cego.jpg" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou me afogando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me acho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este mar é imenso, gélido.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fecho-me diante das barreiras&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E afundo no pensar, imaginar,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ultrapassar&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nessas correntes sem fim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estão atrás de mim&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Posso sentir o fluido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Perseguindo meus sentidos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Calmo e agitado, nos confins do início&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Correndo e fugindo do desconhecido&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batizo de estranho mar das impurezas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que é meu amigo nessas horas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aonde transfiro meu ódio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No tempo e no espaço&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que me cega e leva a perdição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas o muro é abalado&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sei que agora é o momento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passo pela fenda&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vem ajuda da superfície&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E encontro meu socorro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do alto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E o perseguidor desiste&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não me afogo mais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não corro mais&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou a salvo da angustia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Longe dos becos escuros.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diante do gesto simples e perfeito&lt;br /&gt;Estranho ao olhar passivo&lt;br /&gt;Do planeta de ídolos&lt;br /&gt;Cansado de heróis&lt;br /&gt;Pedindo por ajuda&lt;br /&gt;Num coro de desespero&lt;br /&gt;Que escutamos, não sentimos,&lt;br /&gt;Estamos cegos, perdidos,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afogados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-4454008565086946059?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/4454008565086946059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=4454008565086946059&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4454008565086946059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/4454008565086946059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/apelo-cego.html' title='Apelo cego'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8yIz_pY3gI/AAAAAAAABXo/wiSXw6K4P7k/s72-c/apelo-cego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-3520001704210549844</id><published>2008-03-02T07:13:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:17:09.655-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obstáculos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caminhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curvas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parede'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>Ainda chego Lá</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/ainda-chego-l.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8rEj8aOocI/AAAAAAAABXg/KMUl7RUBvRQ/s1600-h/ainda-chego-la.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/rayphua/190100494/"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173163243779039682" src="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8rEj8aOocI/AAAAAAAABXg/KMUl7RUBvRQ/s400/ainda-chego-la.jpg" style="cursor: pointer;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parede de pedras sólidas&lt;br /&gt;Um pouco maior que você&lt;br /&gt;Mas só um pouco&lt;br /&gt;Ainda dá pra ver além&lt;br /&gt;E Lá é belo, posso lhe afirmar.&lt;br /&gt;Lá é sensacional&lt;br /&gt;Sempre fico nas pontas dos pés&lt;br /&gt;Para conseguir olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei como objetivo&lt;br /&gt;Caminharei o que for preciso&lt;br /&gt;Enfrentarei todas as curvas&lt;br /&gt;E um dia, nas últimas rochas&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chegarei Lá&lt;br /&gt;E vislumbrarei a sensação&lt;br /&gt;De alcançar o meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há de se esperar&lt;br /&gt;Pois temos curvas e caminhos&lt;br /&gt;E pedras para transpor&lt;br /&gt;No duro caminho para Lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/rayphua/"&gt;rayphua&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-3520001704210549844?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/3520001704210549844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=3520001704210549844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3520001704210549844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3520001704210549844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/03/ainda-chego-l.html' title='Ainda chego Lá'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8rEj8aOocI/AAAAAAAABXg/KMUl7RUBvRQ/s72-c/ainda-chego-la.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-5434108457666753141</id><published>2008-02-29T10:55:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:18:05.401-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Eterno apego</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/eterno-apego.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.flickr.com/photos/kah_devil/2066732084/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8lfIMaOoaI/AAAAAAAABXM/O-9ju_p_uqc/s400/eterno-apego.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172770241386553762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está frio e já anoitece&lt;br /&gt;Volto pra casa, rumo à solidão&lt;br /&gt;Preciso de conselho, algo que me alegre&lt;br /&gt;Mas não encontro um se quer que tenha compaixão&lt;br /&gt;Vejo esquinas e esquinas&lt;br /&gt;Cruzamentos e desvios&lt;br /&gt;Todos traem meu caminho&lt;br /&gt;Levando-me para longe&lt;br /&gt;Distanciam-me de meu objetivo&lt;br /&gt;Preciso alcançar aquelas tardes&lt;br /&gt;Donde respirava sem pensar&lt;br /&gt;E diante das tuas palavras&lt;br /&gt;Começava a imaginar&lt;br /&gt;Como seria sem ti&lt;br /&gt;Sem sua atenção para me ouvir&lt;br /&gt;Me ouvir nos desabafos&lt;br /&gt;Que fluíam no silêncio de um olhar&lt;br /&gt;O que preciso é te abraçar&lt;br /&gt;Me lembrar do teu sorriso&lt;br /&gt;Que agora fica na lembrança&lt;br /&gt;Penso e reflito&lt;br /&gt;Sua face continua em minha mente&lt;br /&gt;Tão nítida e clara nas entrelinhas&lt;br /&gt;Que revelam a verdade do sentimento&lt;br /&gt;Que ninguém escuta, cheira ou sente&lt;br /&gt;Mas que olho bem no interior&lt;br /&gt;E me recordo de tudo que vivemos&lt;br /&gt;Grande amigo da infância&lt;br /&gt;Tu fostes embora e não te vejo&lt;br /&gt;Mas será querido para sempre&lt;br /&gt;Não sairá do meu pensar&lt;br /&gt;Pois de fato somos amigos&lt;br /&gt;Que nem luto pode separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/kah_devil/"&gt;Kah Zanon&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-5434108457666753141?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/5434108457666753141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=5434108457666753141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/5434108457666753141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/5434108457666753141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/eterno-apego.html' title='Eterno apego'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8lfIMaOoaI/AAAAAAAABXM/O-9ju_p_uqc/s72-c/eterno-apego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-1733047600673086838</id><published>2008-02-28T11:53:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:19:56.988-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diversos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='floresta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desconhecido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Mundo Irreal</title><content type='html'>&lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/mundo-irreal.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8cXGPo23nI/AAAAAAAABW8/csMTTyA0J1I/s1600-h/mundo-irreal.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lucanicae/470766057/"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8cXGPo23nI/AAAAAAAABW8/csMTTyA0J1I/s400/mundo-irreal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172128093102857842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daíma olhou para o lado e fechou os olhos novamente. Não queria acordar. Os sons da floresta queriam levá-lo de novo para seus sonhos, para seus delírios. Mas ele precisava se preparar. Era dia de mudança. Seu grupo iria deixar o terreno e desbravar a mata para encontrar um novo lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol da manhã ultrapassou as folhas de bananeira, focando seus olhos negros. As crianças brincavam ali perto imitando sons de bichos. Daíma se levantou e foi ao rio se purificar. Era preciso renovar as forças para o trabalho. O Rio Caminho, como o batizaram, emprestava suas águas para homens e mulheres se lavarem. Eram seis adultos e cinco crianças. Todos pareciam ter acordado há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres se uniram para sair pela mata, colhendo o que sobrara de frutos para a viagem. Os homens se dirigiram às casas e começaram a desmontá-las. Ao passo de uma hora todos estavam prontos para seguir pela mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia pais nem mães. As crianças brincavam com todos, sem se apegar a ninguém em especial. Mas elas não se atreviam a se dispersar dos adultos. Sabiam que as árvores escondem perigos atrás de cada folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre um do grupo ficava responsável por ir à frente. Hoje este cargo era de Daíma. Ele ia quebrando galhos e afastando obstáculos, sempre atento à perigos, como cobras e onças. Mas o que ele mais temia encontrar era outro grupo. Em toda sua vida, ele nunca conheceu outras pessoas, apenas seu grupo. E a tradição deles era de que o mundo era suas casas. Quando deixavam um lugar, esse deixava de existir. Eles eram os únicos habitantes de seu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho estava difícil. A mata fechada revelava plantas cheias de espinhos, difíceis de cortar. Daíma olhava atento para os lados, esperando sempre encontrar um animal ou outra clareira desabitada. E foi isso que ele encontrou. A clareira tinha uma fogueira de pedras ainda com sinais de fumaça e algumas folhas grandes cobrindo o chão. Daíma ficou paralisado ao ver um estranho recipiente. Parecia um cesto de material estranho e áspero. Resolveu olhar dentro. Encontrou instrumentos de corte, pós coloridos e outros tantos objetos que não conhecia. Ele enfiou a mão mais adentro e pegou um pedaço de metal brilhoso, que parecia retratar as copas das árvores. Daíma virou o objeto e contemplou sua imagem refletida nele. Assustado, deu um pulo para trás, deixando o espelho cair no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao levantar, seus olhos se depararam com uma estranha visão. Parecia um sonho. Uma mulher com vestes desconhecidas estava parada ao lado de uma árvore, olhando para ele. Lentamente ela se aproximou do cesto e fechou-o, sem retirar o olhar de Daíma. Depois começou a recuar até o fim da clareira. Sem esperar, a mulher se virou e deixou Daíma sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento acordou-o de seu devaneio, trazendo de volta o barulho da mata e do grupo chegando.&lt;br /&gt;Daíma não contou o que viu. Não falou sobre a mulher à ninguém. A visão ficaria para trás, como todos os lares que havia abandonado.&lt;br /&gt;Era hora de construir um novo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lucanicae/"&gt;lucanicae&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-1733047600673086838?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/1733047600673086838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=1733047600673086838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1733047600673086838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/1733047600673086838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/mundo-irreal.html' title='Mundo Irreal'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' 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href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/triste.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8bMIPo23lI/AAAAAAAABWs/1cUiTsgeLKQ/s1600-h/triste.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/zaxl4/99863335/"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8bMIPo23lI/AAAAAAAABWs/1cUiTsgeLKQ/s400/triste.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172045664090512978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste é ver e não enxergar&lt;br /&gt;Caminhar e não aprender&lt;br /&gt;Escutar e não ouvir&lt;br /&gt;Falar e não dizer&lt;br /&gt;Criar e não expressar&lt;br /&gt;Tocar e não sentir&lt;br /&gt;Pensar e não discutir&lt;br /&gt;Receber e não doar&lt;br /&gt;Saber e não crer&lt;br /&gt;Viver e não amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/zaxl4/"&gt;zaxl4&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-3087739073223951718?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/3087739073223951718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=3087739073223951718&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3087739073223951718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/3087739073223951718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/triste.html' title='Triste'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8Yu0Po23jI/AAAAAAAABWY/shwDW1RfhpI/s1600-h/nada+alem+de+rosas.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8Yu0Po23jI/AAAAAAAABWY/shwDW1RfhpI/s400/nada+alem+de+rosas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171872697167568434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O jardim acolheu o sujeito cansado&lt;br /&gt;Colocou-o num canteiro de rosas&lt;br /&gt;Cantou belas cantigas sobre amor&lt;br /&gt;Falou-lhe sobre paixão&lt;br /&gt;Citou a liberdade e explicou os ideais&lt;br /&gt;Deixou cair folhas de árvores velhas&lt;br /&gt;E deu exemplo da desobediência&lt;br /&gt;Mostrando um tronco seco, caído perto do riacho,&lt;br /&gt;Disse que é preciso aprender, e só.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sujeito se levantou, olhou o jardim e chorou.&lt;br /&gt;Derramou as lágrimas do saber e do discernimento&lt;br /&gt;Livrou-se de seus direitos e vontades&lt;br /&gt;Olhou para o horizonte e viu seu novo destino&lt;br /&gt;Atravessou o riacho e deixou o jardim, para conhecer a vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pena que a vida não sabe falar&lt;br /&gt;Senão teria dito que o jardim é traiçoeiro&lt;br /&gt;Teria aberto os olhos do sujeito para uma nova realidade&lt;br /&gt;Revelaria que a vida não é um canteiro de rosas&lt;br /&gt;Que aprender sem ponderar leva à ilusão&lt;br /&gt;E que a liberdade deve ser vivida e não citada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pena que a vida não sabe falar&lt;br /&gt;O sujeito deverá diferenciar jardins de pântanos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-8292395611136457298?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/8292395611136457298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=8292395611136457298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8292395611136457298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/8292395611136457298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/nada-alm-de-rosas.html' title='Nada além de rosas'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8Yu0Po23jI/AAAAAAAABWY/shwDW1RfhpI/s72-c/nada+alem+de+rosas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6369702588096891458.post-7324678787015114447</id><published>2008-02-26T16:20:00.000-08:00</published><updated>2011-08-31T05:20:59.281-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'> &lt;div id="fb-root"&gt;&lt;/div&gt;&lt;script src="http://connect.facebook.net/en_US/all.js#appId=221138261247655&amp;amp;xfbml=1"&gt;&lt;/script&gt;&lt;fb:like href="http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/nostalgia.html" send="true" width="450" show_faces="true" font=""&gt;&lt;/fb:like&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8SvU_o23eI/AAAAAAAABVk/XSPSfIsLzh4/s1600-h/nostalgia.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lesec/110057436/"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8SvU_o23eI/AAAAAAAABVk/XSPSfIsLzh4/s320/nostalgia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171451047343218146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Do meu tempo de criança&lt;br /&gt;Do primeiro grande amigo&lt;br /&gt;De um tempo pouco distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Da melodia da cidade&lt;br /&gt;Que em sua quietude&lt;br /&gt;Grandiosa se erguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Das belas manhãs&lt;br /&gt;Do café-da-mamãe&lt;br /&gt;Das tardes de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta da saudade&lt;br /&gt;Sentimento que se vai&lt;br /&gt;E não deixa rastro&lt;br /&gt;Saudade que falta num mundo&lt;br /&gt;Que necessita de memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta&lt;br /&gt;Dessa nostalgia&lt;br /&gt;Desse canto na escrita&lt;br /&gt;Que me permite dizer:&lt;br /&gt;Como eu sinto falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alcy Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/lesec/"&gt;imapix&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;a href="http://secure.bidvertiser.com/performance/bdv_rss_rd.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;click=1&amp;rsrc=3" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://bdv.bidvertiser.com/BidVertiser.dbm?pid=119702&amp;bid=287766&amp;PHS=119702287766&amp;rssimage=1&amp;rsrc=3" border="0"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6369702588096891458-7324678787015114447?l=oilusorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oilusorio.blogspot.com/feeds/7324678787015114447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6369702588096891458&amp;postID=7324678787015114447&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7324678787015114447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6369702588096891458/posts/default/7324678787015114447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oilusorio.blogspot.com/2008/02/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Alcy Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12196118961003379324</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-I-XMUGemi-I/TyGacPxdKCI/AAAAAAAACdQ/mB4QTApFhg4/s1600/371084_567898974_1305252017_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7UqF1gUuxyA/R8SvU_o23eI/AAAAAAAABVk/XSPSfIsLzh4/s72-c/nostalgia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
